Loja Marisa ainda faz levantamento de perdas com ataques durante manifestação em SP
Uum grupo de cerca de cem pessoas depredou e saqueou lojas e agências bancárias no centro
São Paulo|Do R7

A varejista Marisa informou que ainda faz levantamento sobre perdas por depredação da loja da companhia na Rua Direita, no centro de São Paulo. O estabelecimento foi atacado na noite de terça-feira (18), durante as manifestações pela revogação do aumento da tarifa de ônibus na cidade, e não abriu nesta quarta-feira (19).
"Sobre a loja Marisa localizada na rua Direita, em São Paulo, que foi vítima de ataques na noite desta terça-feira, a rede informa que realiza neste momento levantamento para verificar as condições do imóvel", informou a companhia, em nota. "A loja estava fechada e não houve colaboradores ou clientes feridos", diz o texto.
Questionada sobre se haverá necessidade de reforço na segurança por conta das manifestações, a companhia ainda não se posicionou. A empresa disse na nota apenas que "trabalha para que a loja seja reaberta tão breve quanto possível".
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A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e a Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo) divulgou nota nesta quarta-feira recomendando aos comerciantes que fiquem atentos e mais cautelosos quando houver manifestações. As entidades reconhecem a importância dos protestos e destacam o papel da internet e das mídias sociais na proliferação dos atos, mas repudiam a violência.
O presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato, afirmou que "toda a população repudia o vandalismo".
— E é o Estado o responsável por cuidar desse problema, embora saibamos que os vândalos fazem parte de um pequeno grupo, aumentando assim a dificuldade em identificá-los. Nós nos solidarizamos com todos os problemas que os empreendedores vêm enfrentando e estamos à disposição para atender aos nossos associados.
O Magazine Luiza também divulgou comunicado pela manhã, confirmando que sua unidade na rua Direita, centro da cidade, foi saqueada e informou que "irá colaborar com a polícia nas investigações". A companhia não divulgou os prejuízos registrados com os acontecimentos.
Durante os protestos da terça-feira, um grupo de cerca de cem pessoas depredou e saqueou lojas e agências bancárias no centro de São Paulo. Alguns estabelecimentos foram incendiados.
Sexto protesto
Um dia após manifestação histórica na cidade de São Paulo reunir mais de 100 mil pessoas nas ruas da cidade, o sexto ato contra o aumento da tarifa de ônibus na capital paulista, ocorrido nesta terça-feira (18), foi o mais violento de todas as manifestações. Com início pacífico, milhares de pessoas se reuniram na praça da Sé por volta das 17h. No entanto, os tumultos começaram quando uma parte do grupo caminhou para a sede da prefeitura antes da definição oficial do trajeto que a passeata faria.
Em pouco tempo, o prédio da prefeitura, no viaduto do Chá, na região central, foi cercado. Um grupo de pessoas queimou um boneco com o rosto do prefeito Fernando Haddad e, na sequência, parte dos manifestantes derrubou a grade que dava acesso ao pátio da prefeitura e invadiu o local. Com pedras, eles quebraram vidros das cinco grandes vidraças da frente do prédio. Enquanto isso, outros participantes gritavam "sem vandalismo, sem violência". A parede da sede do governo municipal também foi pichada. Uma das mensagens era "3,20 não".
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A GCM (Guarda Civil Metropolitana) usou spray de pimenta e gás lacrimogênio para conter a manifestação e impediu que o prédio fosse invadido. A confusão na região continuou e manifestantes arrancaram a bandeira da cidade de São Paulo do mastro da prefeitura e tentaram atear fogo. Segundo a assessoria da prefeitura, Fernando Haddad (PT) deixou o edifício por volta das 17h30 para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, em São Paulo, e foi orientado a não voltar ao prédio.













