Maior desafio é o morador de rua aceitar acolhimento, diz secretário
Com as baixas temperaturas que o outono trouxe para a cidade de São Paulo, dois moradores em situação de rua morreram
São Paulo|Do R7

O secretário em exercício de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, José Castro, afirmou em entrevista à Rádio Eldorado, nesta terça-feira (22) que o maior desafio da prefeitura, em dias de baixas temperaturas, é convencer o morador em situação de rua aceitar acolhimento nos albergues.
Segundo Castro, além das 14 mil vagas nos Centros de Acolhimento a prefeitura disponibilizou para este período de baixas temperaturas mais 619 vagas, 180 em dois abrigos exclusivos para o período de frio e 439 vagas em 123 equipamentos existentes.
Dois moradores de rua morrem em madrugada mais fria do ano em SP
O secretário afirmou que as equipes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social saem às ruas, em rondas pró-ativas, onde há maior concentração de moradores em situação de rua, para fazer o processo de convencimento para o acolhimento das pessoas.
"Eu destaco que vagas não são um problema pra gente nesse momento. Na noite passada, nós tivemos quase 400 vagas que ficaram ociosas na nossa rede. Então, nosso maior desafio nesse momento de baixas temperaturas é justamente o processo de convencimento para que as pessoas em situação de rua aceitem o acolhimento", explicou Castro.
Com média de 8,3ºC, São Paulo tem a madrugada mais fria do ano
A cidade registrou nesta segunda-feira (21) a madrugada mais fria do ano. Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), os termômetros registraram em média 8°C e os bairros mais gelados foram Capela do Socorro, na zona sul, com 3,2°C e Perus, na zona norte, com 5°C. Esta terça-feira também registrou baixas temperaturas.
Dois moradores de rua morreram na madrugada de segunda-feira na cidade de São Paulo. A suspeita é de que os homens tenham morrido em decorrência das baixas temperaturas registradas na cidade.
Um corpo foi encontrado na rua General Jardim, na região central e o outro na av. do Rio Pequeno, na zona oeste. A prefeitura aguarda os exames do IML (Instituto Médico Legal) para comprovar as causas das mortes.













