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Mais um policial civil investigado por receber propina de traficantes se entrega

Ao todo, nove policiais foram detidos; quatro são considerados foragidos

São Paulo|Do R7

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Secretaria de Segurança Pública divulgou imagens dos policiais foragidos
Secretaria de Segurança Pública divulgou imagens dos policiais foragidos

Mais um policial suspeito de ligação com traficantes se entregou à polícia nesta quarta-feira (17). Jandre Gomes Lopes de Souza, 39 anos, é o nono policial detido, investigado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo. Ainda nesta quarta-feira, outro policial, Gilson Iwamizu dos Santos, de 39 anos, já havia se entregado. Acompanhados de seus advogados, eles se apresentaram na Corregedoria.

Na segunda-feira (15), sete policiais civis foram presos durante a operação. O MP (Ministério Público) informou que os policiais presos recebiam até R$ 300 mil de propina de traficantes por ano. Dos presos, dois são delegados.


Segundo o MP, foram expedidos pela Justiça 13 mandados de prisão. Dessas ordens judiciais, 11 são contra integrantes ou ex-integrantes do Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos). As outras duas são referentes a policiais da cidade de Campinas.

Nesta terça-feira (16), a Corregedoria da Polícia Civil divulgou fotos e a identidade dos seis policiais que ainda não haviam sido localizados.


Detidos

Um dos delegados detidos é o supervisor da unidade de investigações do Denarc, Clemente Castilhone Junior. Segundo seu advogado, João Batista Augusto Filho, não foi informado o motivo da prisão.


Os policiais investigados são suspeitos de roubo, corrupção e extorsão mediante sequestro. De acordo com o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) de Campinas, durante diferentes momentos da investigação houve vazamento de informações.

Investigação


A investigação foi instaurada pelo MP em outubro de 2012 e tinha, inicialmente, como objeto a atuação de traficantes, ligados a uma organização criminosa, que atuam na região de Campinas, segundo o promotor Amauri Silveira Filho.

De acordo com o promotor, ao longo dos últimos meses, os esforços foram direcionados em duas frentes distintas: a investigação em relação à organização criminosa e a identificação dos desvios praticados por policiais e quem seriam eles.

Assista ao vídeo:

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