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Manifestação contra aumento de passagem tem ao menos 20 detidos e diversos confrontos

Pelo menos um dos detidos terá que pagar fiança de R$ 20 mil e outros dez ficariam presos

São Paulo|Fernando Mellis, do R7, com Agência Record

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Manifestantes protestam no centro de SP contra aumento de passagem
Manifestantes protestam no centro de SP contra aumento de passagem Daia Oliver

A manifestação contra o aumento da tarifa do transporte coletivo de São Paulo, que começou na tarde desta terça-feira (11), teve ao menos 20 detidos. A informação foi confirmada pela Polícia Militar no local. Eles foram levados para os 1º (Sé), 2º (Bom Retiro) e 78° distrito policiais (Jardins).

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública, cada um dos detidos deveria pagar R$ 20 mil de fiança para ser liberado das delegacias. Porém, no 78º DP apenas um dos detidos teve a fiança estipulada nesse valor sob a acusação de dano ao patrimônio, de acordo com a Polícia Civil.


Outros dez continuariam presos sem direito a pagar fiança, segundo a avaliação da delegada plantonista do 78º DP. Um menor de 16 anos foi apreendido na mesma delegacia por estar carregando balões cheios de tintas durante a manifestação. Ele seria encaminhado para a Fundação Casa para ser identificado e posteriormente deveria ser entregue aos pais. Ainda não há informações sobre os manifestantes detidos que foram levados para outras delegacias.

Por volta das 23h, policiais militares continuavam na região da avenida Paulista. Após diversos confrontos com os agentes, os manifestantes haviam se dispersado e a situação estava mais tranquila. O trânsito na região também estava normalizado e não havia mais bloqueios.


Diversos confrontos marcaram o ato que aconteceu nesta terça-feira. Os manifestantes iniciaram o protesto na região da avenida Paulista com a rua da Consolação e depois caminharam até o centro de São Paulo. Eles entraram em confronto com a Polícia Militar na entrada do terminal Parque D. Pedro 2, no centro de São Paulo. Um grupo teria tentado — sem sucesso — atear fogo em um ônibus, obrigando passageiros a deixarem o coletivo desesperados. A Tropa de Choque jogou bombas de efeito moral e agrediu manifestantes.

Um repórter do portal R7 também foi agredido por um policial militar. Apesar de estar identificado por um crachá, o jornalista Fernando Mellis levou um golpe de cassetete nas costas.


Policiais do BPTran (Batalhão de Trânsito) de São Paulo que acompanharam a manifestação do MPL (Movimento Passe Livre) estimaram um público entre 10 mil e 12 mil manifestantes. Segundo a organização do Movimento Passe Livre, o número chegou a 15 mil.

O gás lacrimogêneo de uma bomba assustou os passageiros que estavam esperando o trem dentro da estação Brigadeiro. Algumas pessoas chegaram a passar mal. O fato aconteceu por volta das 22h. A bomba estava em cima das grades de ventilação da estação que ficam localizadas na avenida Paulista. Com o vento, o gás lacrimogêneo se espalhou e chegou até a plataforma. O local foi fechado por cerca de 10 minutos, mas já foi reaberto e os trens voltaram a circular.

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