Manifestantes já começam a chegar à praça da Sé para o sexto protesto contra o aumento das tarifas
Mais de 178 mil pessoas já haviam confirmado presença no protesto pela internet
São Paulo|Fernando Mellis, do R7

Os manifestantes começaram a chegar à praça da Sé, na região central de São Paulo, para o sexto protesto contra o aumento das tarifas de transporte público. O ato está marcado para as 17h desta terça-feira (18), mas às 15h30, as pessoas já se concentravam com cartazes no local. Na página oficial do evento nas redes sociais, mais de 178 mil pessoas já haviam confirmado presença até esta tarde.
Na noite desta segunda-feira (17), mais de 100 mil pessoas participaram da manifestação na capital paulista. Elas ocupavam vias importantes da cidade como avenida Faria Lima, Rebouças e marginal Pinheiros, na zona oeste.
Nessa segunda-feira (17) não foram registrados confrontos durante a passeata, diferente da manifestação realizada na última quinta-feira (13) que foi marcada por atos de violência e repressão policial. Durante os protestos, muitas pessoas carregavam faixas brancas e havia manifestantes com o corpo enrolado na bandeira do Brasil.
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Movimento Passe Livre
Os cinco protestos que pararam São Paulo, nos últimos dias, são organizados pelo Movimento Passe Livre. O MPL tem como principal bandeira a mudança do sistema de transporte das cidades da iniciativa privada para um modelo público, "garantindo o acesso universal através do passe livre para todas as camadas da população". O movimento calcula que 37 milhões de brasileiros deixam de utilizar o transporte público por não poder arcar com o custo das passagens.
Na prática, o MPL quer que o transporte público seja gratuito. Portanto, a briga não é somente contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte coletivo em São Paulo — de R$ 3,00 para R$ 3,20. Sua carta de princípios diz que "o MPL deve ter como perspectiva a mobilização dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo, retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle dos trabalhadores e da população".













