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Mesmo com chuva de sexta-feira, nível do Sistema Cantareira continua o mais baixo da história

Volume de água armazenada é de 18,6%, o menor desde 1974

São Paulo|, com R7

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Solo continua seco na represa Jaguari do Sistema Cantareira, em Bragança Paulista
Solo continua seco na represa Jaguari do Sistema Cantareira, em Bragança Paulista

O volume de chuva de até 29,5 milímetros registrado na última sexta-feira (14) pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) de São Paulo nos reservatórios que abastecem o Sistema Cantareira deu uma trégua no pior período de estiagem da história do manancial e diminuiu o pessimismo no governo paulista quanto a um possível racionamento de água na Grande São Paulo.

Ainda assim, o Sistema Cantareira atingiu neste sábado (15) o pior nível desde 1974, ano em que foi criado: 18,6%. Até a manhã de sábado, a pluviometria acumulada era de 31,6 mm neste mês — a média histórica para fevereiro, no entanto, é de 202,6 mm.


A maior pluviometria da última sexta-feira foi no Rio Atibaia, que abastece a região de Campinas. Já o Jaguari, considerado o principal abastecedor de água do Cantareira, registrou 20 milímetros até o início da noite de ontem.

O balanço das chuvas em todo o sistema só será atualizado às 9h de hoje pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).


Entre quinta e sexta-feira, o manancial todo registrou 10,6 milímetros, o maior índice do ano para um único dia.

A chuva ajudou a frear o ritmo de queda do volume de água armazenado no Cantareira, que já tinha atingido, na sexta-feira (14), a mais baixa capacidade da história (18,7%).


Em janeiro, a Sabesp contratou por R$ 4,5 milhões uma empresa que bombardeia nuvens para induzir chuva no Sistema Cantareira. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) aposta na política de descontos para quem economizar água e na perspectiva de mais chuva nos próximos dias para evitar o racionamento de água na Grande São Paulo.

Ontem, o comitê anticrise criado para monitorar a estiagem no Cantareira e apresentar propostas para evitar o rodízio de água adiou para a próxima terça-feira (18) a conclusão de um relatório técnico com as recomendações de redução de consumo para o governo.


A Sabesp ainda está finalizando o plano para captar água no chamado "volume morto" (fundo dos reservatórios) do manancial, que, se levado a diante, só deve ser utilizado para garantir o abastecimento no meio do ano, período de seca.

Capital

Na cidade de São Paulo, a chuva de ontem causou o transbordamento do córrego Ribeirão Vermelho, na Estrada Turística do Jaraguá, o que deixou a Subprefeitura de Pirituba/Jaraguá em estado de alerta por cerca de uma hora.

Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), a região mais atingida foi Pirituba, onde a estação meteorológica registrou 81 milímetros até as 22h50. Em alguns pontos da zona norte caiu granizo.

As precipitações só não atingiram a zona leste da cidade. Até as 23h, 21 pontos de alagamento foram registrados pelo CGE — sete deles intransitáveis.

A forte chuva na Grande São Paulo também causou danos ao telhado do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. No terminal 2, conforme divulgou a GRU Airport, que administra o aeroporto, houve "concentração excessiva de água" em alguns pontos. Segundo a GRU, a manutenção foi acionada e as áreas, isoladas.

"Ressaltamos que não foi identificada nenhuma ocorrência de dano ao usuário e as operações do aeroporto não foram impactadas", informou ainda o aeroporto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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