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Metroviários decidem manter greve por tempo indeterminado em São Paulo

Categoria realizou assembleia nesta sexta-feira (6), mas não aceitou proposta do Metrô

São Paulo|Do R7

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Após assembleia realizada na noite desta sexta-feira (6), no Tatuapé, os metroviários decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Segundo a categoria, o Metrô não apresentou nenhuma proposta nova de aumento salarial. Os funcionários do Metrô iniciaram a greve à 0h de quinta-feira (5), quando recusaram aumento salarial de 8,7% proposto pelo Metrô. A categoria pede 12,2% de reajuste.

Mais cedo, uma audiência extraordinária para tentar chegar a um acordo e pôr fim à greve dos metroviários terminou sem avanço de nenhum dos lados, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Um acordo de hoje evitaria que a paralisação fosse a julgamento, pré-agendado para o próximo domingo (8).


O Metrô continuou a argumentar que não tem como elevar a proposta de 8,7% de reajuste salarial. O desembargador Rafael Pugliese chegou a propor um valor entre 8,8% e 9,2%. A categoria admitiu que um acordo incluindo outros benefícios poderia resultar em índice menor, mas a empresa não recuou.

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Os metroviários pedem também melhorias no plano de carreira, plano de saúde para os aposentados, entre outras reivindicações. Apesar disso, Pugliese focou a audiência nas questões econômicas.

Além dos 8,7% de reajuste no pagamento, a companhia ofereceu 17% de aumento no vale-alimentação e 8,7% no vale-refeição, além de retirar a coparticipação dos funcionários nesse último benefício. A proposta da empresa também inclui extensão do auxílio-creche e uma cesta no mesmo valor do vale-alimentação no fim do ano.


O desembargador sugeriu retirar um dos benefícios para incluir no reajuste salarial. Por exemplo, se os trabalhadores abrissem mão da extensão do auxílio-creche, o aumento passaria de 8,7% para 9,2%. O sindicato não concordou.

O presidente do Metrô, Luiz Antônio Carvalho Pacheco, disse que qualquer aumento além do proposto até agora impactaria negativamente nas finanças do Estado de São Paulo, já que a companhia é uma empresa pública.


Com a decisão nas mãos da Justiça, o prejuízo poderá ser dos metroviários, já que a lei prevê o reajuste do salário e dos benefícios com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Esse indicador ficou em 5,8% em abril deste ano, no acumulado dos últimos 12 meses.

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