Metroviários marcam protesto por readmissão de funcionários dispensados durante greve
Sindicato está organizando vaquinha para pagar salários de 42 trabalhadores dispensados
São Paulo|Do R7

Em assembleia na noite desta quarta-feira (25), os metroviários de São Paulo decidiram dar início a uma série de atividades com foco na readmissão dos 42 trabalhadores demitidos por justa causa durante a greve, no começo deste mês. Entre as principais ações, está a arrecadação de dinheiro, já que as contas do sindicato da categoria foram bloqueadas pela Justiça.
Os metroviários também marcaram um protesto para as 9h do dia 3 de julho, no largo da Batata, zona oeste da capital. Eles terão apoio do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), grupo que tem levado milhares de pessoas às ruas de São Paulo nas últimas semanas. Um segundo ato está previsto para acontecer à noite, no largo do São Francisco, no centro, mas o sindicato não tem detalhes de como ele será organizado.
Na sexta-feira (27), o Sindicato dos Metroviários vai divulgar uma carta aberta à população explicando as demissões e com o número de uma conta que está recebendo as doações. Segundo a entidade, esse dinheiro vai ser usado para pagar os salários dos 42 funcionários enquanto os desligamentos não são revistos.
Durante a greve, o Metrô se comprometeu a reavaliar individualmente os desligamentos, permitindo que os trabalhadores prejudicados se defendam. Entre os demitidos estão 11 membros da direção do sindicato.
A paralisação foi considerada abusiva pela Justiça no último dia 8 e foi fixada uma multa de R$ 400 mil ao sindicato. Como os trabalhadores não retornaram, o Judiciário determinou mais uma multa de R$ 500 mil por dia parado. Na segunda-feira, seguinte eles decidiram voltar às atividades. Mesmo assim, o desembargador Rafael Pugliese pediu o bloqueio das contas do sindicato, para garantir a quitação do valor, que será destinado ao Hospital do Câncer A.C. Camargo.













