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'Meu filho não era um viciado', diz pai de jovem morto na USP

Laudo aponta uso de droga e morte por afogamento; família vai contestar informações

São Paulo|Caroline Apple, do R7

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Victos Hugo Santos, 20 anos, foi encontrado morto na raia olímpica da USP, na zona oeste de São Paulo
Victos Hugo Santos, 20 anos, foi encontrado morto na raia olímpica da USP, na zona oeste de São Paulo

A família do estudante Victor Hugo Santos, 20 anos, encontrado morto na raia olímpica da USP (Universidade de São Paulo), em setembro deste ano, irá contestar o laudo da necropsia divulgado pela imprensa nesta semana. De acordo com o exame, o jovem teria usado uma droga nova no mercado e morreu afogado.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira (17), Ademar Gomes, advogado contrato pela família para acompanhar o caso, declarou que os pais de Victor Hugo não tiveram acesso ao material, mas disse que, segundo o que está sendo divulgado na imprensa, o documento traz mais dúvidas do que respostas.


— No laudo consta informação de que Victor não havia ingerido bebida alcoólica. E sabemos que ele tinha bebido cerveja.

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Outro ponto contestado pelo advogado é a presença de escoriações com marcas de sangue no rosto de Victor, o que poderia indicar que os ferimentos foram feitos antes da morte. 


Apesar do laudo apontar afogamento como a causa da morte, a família não acredita que ele tenha caído sozinho na água.

De acordo com os pais, o garoto sabia nadar.


Uso de drogas

O pai de Victor, o bancário José Marques dos Santos, de 55 anos, afirmou que o filho não era um viciado em drogas e que um possível uso eventual de droga não deveria ter o levado seu filho à morte.

— Nunca sumiu uma agulha em casa. Meu filho não era um viciado. Se ele usou droga e morreu por causa disso de alguma forma, essa lição fica para os amigos que eventualmente tenham feito uso também.

A mão do jovem, a podóloga Vilma da Consolação Costa Santos afirma que, independente do uso de entorpecentes, houve negligência por parte dos organizadores da festa.

— Se ele teve uma alucinação, se jogou na água e se afogou, em um evento como aquele, deveria ter gente zelando pela integridade de quem estava na festa. E se uma pessoa drogada sofrendo alucinações tivesse uma arma? A negligência é de quem forneceu a droga, da organização da festa e de quem estava do lado dele e nada fez.

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