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Movimento Passe Livre e sindicatos confirmam protesto amanhã em SP

Manifestação tem como mote a corrupção em obras do transporte público

São Paulo|, com R7

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Concentração do ato será feita no Anhangabaú, na região central de São Paulo
Concentração do ato será feita no Anhangabaú, na região central de São Paulo

Um protesto contra a suposta formação de cartel em obras e licitações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) será realizado na próxima quarta-feira (14), às 15h, na região central de São Paulo.

O Sindicato dos Metroviários do Estado, o Movimento Passe Livre e outras 19 entidades — entre elas a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) — organizam uma concentração no Vale do Anhangabaú.


Em seguida, a manifestação deve seguir em passeata pelas ruas do centro da capital paulista até a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

No Facebook, quase 7.000 pessoas confirmaram participação no evento, batizado de "Chega de sufoco e corrupção: por um transporte público estatal de qualidade!".


A manifestação pedirá um transporte coletivo estatal e de qualidade. No dia 6, as entidades distribuíram uma carta com a pauta de reivindicações em estações da cidade, convidando a população para participar do protesto. No texto, os órgãos afirmam que a denúncia de cartel investigada pela Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) pode ter superfaturado em menos R$ 425 milhões obras e licitações do Metrô e da CPTM.

Os manifestantes exigem que o dinheiro seja devolvido ao Estado e destinado à melhoria do transporte público e à redução das passagem, até a tarifa zero.


O grupo pretende entregar todas as reivindicações ao secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

O MPL foi responsável pela série de manifestações ocorridas em junho deste ano, em todo o País, e que culminaram na revogação do aumento das tarifas de transporte em várias cidades.


Em São Paulo, a passagem de ônibus, metrô e trem havia subido para R$ 3,20, mas voltou a custar R$ 3 depois dos protestos.

Cartel

A suspeita de formação de cartel no transporte metroviário de São Paulo teve início após denúncia da multinacional Siemens ao Cade. Como forma de delação premiada, a empresa forneceu uma série de documentos que comprovariam irregularidades no Estado e também no Distrito Federal.

O Ministério Público Federal montou uma força tarefa para investigar o caso. Além da Siemens, entre as multinacionais investigadas estão CAF, Bombardier, Alstom e Mitsui.

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