Logo R7.com
RecordPlus

Movimento que organizou manifestação contra aumento da tarifa defende passagem de graça

Protesto teve confronto com a PM, fechou shopping e deixou rastro de destruição na Paulista

São Paulo|Márcia Francês, do R7, com Estadão Conteúdo

  • Google News
Um protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trem e metrô levou caos à região central de São Paulo em horário de pico
Um protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trem e metrô levou caos à região central de São Paulo em horário de pico ANDERSON BARBOSA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Movimento Passe Livre, que organizou a manifestação que terminou em confronto e quebradeira na capital paulista, defende que as passagens do transporte público deveriam ser gratuitas. O aumento na passagem de ônibus, trens e metrô entrou em vigor no último domingo (3).

Para Nina Cappello, representante do movimento, qualquer aumento de tarifa é injusto e exclui parte da população de ter acesso ao transporte público.


— O movimento Passe Livre defende a tarifa zero para o transporte público e que ele seja subsidiado integralmente pela prefeitura, pelo orçamento municipal, assim como é a educação pública municipal, a saúde pública municipal.

Cartilha na internet mostra como evitar spray de pimenta em manifestação contra aumento de passagem


Os valores subiram de R$ 3 para R$ 3,20, um aumento de 6,7% — abaixo da inflação desde o último reajuste dos ônibus, de 14,4%. Para que isso fosse possível, a presidente Dilma Rousseff editou medida provisória para isentar dois tributos federais sobre as passagens de transporte urbano. O reajuste abaixo da inflação também vai exigir repasse recorde de verbas do Orçamento para custear a operação dos ônibus, segundo a própria prefeitura. A previsão é de que esse repasse chegue a R$ 1,25 bilhão em 2013 — no ano passado, foi de R$ 960 milhões.

O Movimento Passe livre se defendeu das acusações vandalismo e depredação ao patrimônio público. Em nota, o movimento afirmou que as pessoas que participaram da manifestação "sofreram diversos momentos de repressão violenta por parte da Polícia Militar".


O grupo disse ainda que a população somente reagiu e revidou a agressão dos policias "que, vale a pena lembrar, são os que possuem armas e bombas. Ontem, a PM feriu dezenas de pessoas". Na carta aberta, o movimento afirma que as depredações só começaram "depois de um segundo momento de repressão brutal e prisões, realizadas na região da avenida Paulista".

Marcada em rede social


A capital paulista deve ter, nesta sexta-feira (7), umanova manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público de São Paulo. A concentração está marcada para as 17h, no largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O protesto, marcado pelo Facebook, já tinha confirmação de cerca de 1.500 pessoas por volta da 0h30.

Nesta quinta-feira (6), um protesto contra a nova tarifa — que ficou em R$ 3,20 —acabou em confronto com a Polícia Militar e 15 detidos. A polícia informou também que, durante a manifestação, houve depredação do terminal Bandeira e de alguns ônibus — não foi informada a quantidade dos veículos. A área externa do Masp (Museu de Arte de São Paulo) sofreu com vandalismo e várias latas de lixo foram queimadas na avenida Paulista.

Além deles, as estações de metrô Paraíso, Trianon e Brigadeiro foram danificadas. Os manifestantes tentaram também invadir a estação Anhangabaú e chegaram a invadir o metrô Paraíso.

Três vias foram interditadas pelos manifestantes, segundo a PM. Duas delas — avenida Nove de Julho e Vinte e Três de Maio — foram fechadas durante o protesto. A terceira via foi a avenida Paulista, que ficou bloqueada totalmente nos dois sentidos.

Dos 15 manifestantes detidos, 13 já foram liberados pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (7).

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou em nota que, caso haja uma nova manifestação contra o aumento da tarifa nesta sexta-feira, um plano operacional de contingência para situações emergenciais será implantado.

A ação inclui o monitoramento mais intensivo na região afetada pela manifestação e acompanhamento por parte dos agentes de trânsito para minimizar os impactos do trânsito.

Assista ao vídeo:

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.