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Número de manifestantes na avenida Paulista aumenta e chega a 100 mil

Segundo coronel da PM, não há registro de detidos até as 20h15 desta quinta-feira

São Paulo|Ana Ignacio e Fernando Mellis, do R7

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Manifestantes tomam avenida Paulista
Manifestantes tomam avenida Paulista LEANDRO MARTINS/ESTADÃO CONTEÚDO

O número de pessoas que se manifestavam entre a avenida Paulista e a rua da Consolação aumentou e chegou a 100 mil por volta das 20h desta quinta-feira (20), segundo a Polícia Militar. O Coronel Pignatari, da PM, afirmou que até o horário não havia registro de detidos.

Apesar da manifestação ser considerada pacífica pela Polícia Militar, militantes do PT e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) foram agredidos e vaiados pelos manifestantes que estavam próximos à rua Haddock Lobo. Vestidos com roupas vermelhas e carregando bandeiras, os petistas respondiam às agressões gritando: "Democracia". Já os outros manifestantes, que não querem a presença de partidos políticos no local, gritavam: "oportunistas".


Durante a briga, uma pessoa foi ferida na cabeça. Informações iniciais dão conta de que o jovem foi atingido por trás por um pedaço de pau. Ele foi socorrido por policiais militares e encaminhado a um hospital da região.

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Por causa da confusão, alguns integrantes do Movimento Passe Livre começaram a deixar a avenida Paulista. Segundo uma das integrantes (que não quis se identificar na matéria), eles ficaram preocupados com a tensão entre manifestantes e partidos políticos.

O encontro de hoje acontece como uma forma de comemoração pela redução da tarifa do transporte público anunciada nesta quarta-feira (19) pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e pelo governador Geraldo Alckmin. A manifestação reivindica ainda outras demandas, como um "transporte público sem tarifa", melhorias na saúde e educação, além do fim da corrupção. O protesto é organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre), que defende, desde a sua criação, a extinção das catracas no transporte público.

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