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"O movimento não cumpre palavra" diz PM minutos antes de confronto com manifestante 

Polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar grupo

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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PMs jogaram bomba de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar grupo de manifestantes na região central de SP
PMs jogaram bomba de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar grupo de manifestantes na região central de SP

O major Lídio da Polícia Militar declarou que o descumprimento do acordo feito com o Movimento Passe Livre gerou o confronto entre policiais e manifestantes, ocorrido por volta das 19h desta quinta-feira (13) na esquina da rua Consolação com a rua Caio Prado.

— O movimento não cumpre palavra. Então, o que foi acertado é que eles viriam até a praça Roosevelt para fazer a manifestação aqui. Como eles não cumpriram o acordo, nós estamos recuando nossa linha [de bloqueio] para que depois a própria imprensa registre que eles não estão cumprindo o acordo.


Ainda de acordo com o major, a polícia não quer conflito com os manifestantes.

— O último desejo nosso é que aconteça qualquer tipo de confronto, mas se for necessário, ok.


A declaração do major ocorreu minutos antes da polícia lançar bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar o grupo de manifestantes. De acordo com a polícia, foi combinado que o grupo iria apenas até a praça Roosevelt e não seguiria pela rua da Consolação em sentido a avenida Paulista. Segundo a PM, como os manifestantes tentaram seguir em frente e não houve novo acordo com o grupo, ocorreu o lançamento das bombas. 

Últimos protestos


Marcado por tensão, o terceiro protesto contra o aumento da passagem terminou com detidos e oito policiais militares feridos. Os manifestantes iniciaram o ato na região da avenida Paulista com a rua da Consolação e depois caminharam até o centro de São Paulo.

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Eles entraram em confronto com a PM na entrada do terminal Parque D. Pedro 2º, no centro de São Paulo. Um grupo teria tentado — sem sucesso — atear fogo em um ônibus, obrigando passageiros a deixar o coletivo desesperados. A Tropa de Choque jogou bombas de efeito moral e agrediu manifestantes.

Um repórter do portal R7 também foi agredido por um policial militar. Apesar de estar identificado por um crachá, o jornalista Fernando Mellis levou um golpe de cassetete nas costas. Dois jornalistas foram detidos.

O primeiro protesto aconteceu na quinta-feira (6) e começou no Teatro Municipal, no centro, e terminou na avenida Paulista. Os manifestantes entraram em confronto com a polícia e diversos atos de vandalismo foram registrados no percurso. O presidente do Sindicato dos Metroviários e outras 14 pessoas foram detidas.

No dia seguinte, o grupo se reuniu no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, e partiu em caminhada pelas avenidas Brigadeiro Faria Lima e Rebouças até chegar à marginal Pinheiros. O protesto também teve momentos de tensão com a polícia, mas os atos de vandalismo não se repetiram na mesma proporção. Algumas pichações em ônibus e muros aconteceram.

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