Pai diz que casal via menino Joaquim como um estorvo
Ele declarou acreditar na participação direta da ex-mulher na morte da criança
São Paulo|Do R7

Arthur Paes Marques, pai do menino Joaquim, prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (11), à Justiça de Ribeirão Preto sobre a morte do filho. Ele declarou acreditar na participação direta da ex-mulher, a psicóloga Natália Ponte, na morte da criança. No processo, a psicóloga é citada somente por omissão.
Arthur Marques falou sobre a overdose do remédio que teria matado Joaquim Ponte Marques, de três anos, em novembro do ano passado.
— Era muito difícil aplicar insulina no meu filho.
Ele falou ainda que Natália e o principal suspeito pela morte do garoto, Guilherme Longo, viam Joaquim como um estorvo na vida do casal.
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— Para eles, era um saco de lixo que eles jogaram no rio.
Marques, que ficou de frente com sua ex-mulher e o padrasto do filho, contou ter tratado com indiferença a presença dos dois. Ele também falou ter estranhado as declarações da família de Natália em favor de Guilherme Longo.
— Eu entrei lá pensando no meu filho, pensando no meu pequeno. É uma criança, é meu filho, e eu vou lutar até o fim por Justiça. Acho estranho os familiares mudarem agora de lado, tentarem pintar o Guilherme como um santo.
Para ele, o padrasto pode ter ameaçado Natália e dito: "Ou você me alivia ou eu te levo junto".
Assista ao vídeo:
Audiências
O depoimento aconteceu no Fórum de Ribeirão Preto e foi tomado pela juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos Bezerra. O caso está na fase de audiências e mais de 20 pessoas devem depor até esta sexta-feira (12), incluindo Natália e Longo.
Longo está preso em Tremembé, mas foi levado a Ribeirão para acompanhar os depoimentos, caso as testemunhas concordem. Natália também pode acompanhar as audiências, mas, ao contrário dele, chegou a ficar presa e depois foi solta porque não teria envolvimento direto no crime, segundo a denúncia apresentada à Justiça.
Histórico
Joaquim Ponte Marques sumiu de sua casa em Ribeirão Preto e cinco dias depois seu corpo foi localizado boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP). Longo é réu na ação porque, na versão da polícia e do Ministério Público, teria matado a criança - que era diabética - com uma dose excessiva de insulina e jogado o corpo no córrego perto de sua casa. Tanto ele quanto Natália negam qualquer participação na morte da criança.
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