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‘Para mim não foi acidente, estava claro que ia acontecer’, diz presidente da Associação Brasileira de Rope Jump

Marco Jota diz que foi cometido um ‘erro grotesco’; ele foi o primeiro a saltar dessa ponte, em Limeira (SP), mais de uma década atrás

São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A jovem Maria Eduarda de Freitas morreu ao ser arremessada de uma ponte sem os equipamentos de segurança necessários.
  • A empresa responsável pela atividade funcionava de forma clandestina e não seguia protocolos de segurança.
  • O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump, Marco Jota, afirmou que a morte foi resultado de negligência e não um acidente.
  • A prefeitura estava ciente dos riscos, mas, segundo Jota, estava de "mãos amarradas" para agir.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Civil investiga os responsáveis pela morte da jovem Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, que foi arremessada de uma ponte sem os equipamentos requeridos para a prática do rope jump. Três suspeitos foram presos e a investigação indicou que a empresa por trás da atividade no local funcionava de forma clandestina.

Imagens mostram que a vítima foi arremessada de 40 metros ao praticar o esporte radical em Limeira, no interior de São Paulo. Durante o Link News desta segunda (15), o presidente da Associação Brasileira de Rope Jump, Marco Jota, explicou que o erro cometido pelos supostos profissionais foi “grotesco” por não ter acontecido nenhuma checagem de protocolos em prol do cuidado à vítima.


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Além disso, segundo Jota, os profissionais do rope jump se baseiam no conceito de que todo tipo de barreira de segurança deve ser aproveitada para um aproveitamento saudável do esporte. Já a empresa responsável pelo acidente fatal era, na verdade, um grupo de amigos que comercializava a modalidade esportiva; ou seja, os regulamentos e protocolos não eram a prioridade.

“Se fosse uma equipe preparada, ela já teria um PAE (Programa de Atendimento a Emergências). Então aconteceu uma emergência, independente do nível, você na hora precisa acionar o PAE, e cada funcionário tem que saber sua função dentro do Programa de Atendimento a Emergências [...] Eles não sabiam nem o que estavam fazendo enquanto operavam a atividade, quanto mais na hora que acontecesse um acidente”, argumentou o especialista.


Jota ainda revelou já ter praticado o Rope Jump no mesmo local em que a fatalidade aconteceu, anos antes, e afirmou que, devido ao espaço, que disponibilizava uma boa visão panorâmica da atividade, não eram necessários muitos profissionais para uma supervisão adequada. Segundo ele, a morte da jovem se tratou puramente de uma negligência por parte da empresa clandestina.

Para mim não foi um acidente. Acidente é quando você tem padrão de segurança, você sabe o que está fazendo, tem a capacidade, equipamentos e aí acontece alguma intercorrência nesse meio-tempo. Agora, quando você não sabe o que está fazendo, está expondo pessoas a risco; isso não é um acidente. É algo que já estava claro que ia acontecer. A gente já vinha conversando com a Prefeitura; ela sabia que estava para acontecer, mas estava meio de mãos amarradas, igual a gente”, ressaltou o especialista.

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