São Paulo Paulistanos gastam mais de 13% da renda com transporte público

Paulistanos gastam mais de 13% da renda com transporte público

Capital paulista figura como última colocada do Índice de Mobilidade Urbana realizado em 38 cidades mundiais pela Here Technologies

Transporte

Tarifa de transporte público custa R$ 4,30 em SP

Tarifa de transporte público custa R$ 4,30 em SP

Marco Ambrosio/Estadão Conteúdo - 28.12.2018

Os moradores da cidade de São Paulo desembolsam cerca de 13,7% do orçamento mensal somente para pagar as tarifas de transporte público.

Com o resultado, a capital paulista amarga a última colocação no Índice de Mobilidade Urbana feito em 38 cidades do mundo pela empresa Here Technologies.

Atualmente, a tarifa para andar de ônibus ou metrô pela cidade de São Paulo é de R$ 4,30. O valor é 7,5% superior ao pago pelos passageiros no ano passado e corresponde a um reajuste acima da inflação oficial de 2018, de 3,75%.

No Rio de Janeiro (RJ), também incluída na pesquisa, os moradores gastam cerca de 11,65% da renda para arcar com os gastos do transporte público. A localidade figura apenas na frente de São Paulo no ranking.

Para chegar ao resultado, o estudo usou como base para o cálculo do gasto com transporte indicadores que apontam congestionamento e tempo gasto no trânsito. Além disso, foi apurada velocidade, eficiência, automação e acessibilidade econômica da rede de transporte público de cada localidade pesquisada.

Apesar de melhorias, mobilidade em São Paulo demanda avanços

Ao analisar os dados de trânsito em diferentes horários, o diagnóstico apontou que o fluxo do trânsito de São Paulo só não é pior do que Buenos Aires (Argentina), Londres (Inglaterra), Dublin (Irlanda), Moscou (Rússia), Cidade do México (México) e Mumbai (Índia).

O vice-presidente executivo e diretor de plataforma da HERE Technologies, Peter Kürpick, afirma que a pesquisa foi realizada como forma de ampliar a visão da forma como nos locomovemos em ambientes povoados.

“A ideia é ajudar o poder público e privado a identificarem os problemas de mobilidade em suas respectivas cidades para que soluções efetivas possam ser tomadas para melhorar o deslocamento da população”, explica ele.