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PM condenado por chacina é absolvido em caso de 4 mortes

Julgamento que terminou nesta segunda (13) absolveu também um tenente da PM e um vigilante por crime em um bar de Osasco em 2013

São Paulo|Márcio Neves, do R7

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Um dos júris da chacina de Osasco; condenado foi absolvido por outras 4 mortes
Um dos júris da chacina de Osasco; condenado foi absolvido por outras 4 mortes

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidiu absolver nesta segunda-feira (13) dois policiais militares e um terceiro homem acusados de envolvimento na morte de quatro pessoas e de ferir outras sete em um bar em Osasco, em 2013. Um dos absolvidos, o policial da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Fabrício Emmanuel Eleutério, já havia sido condenado a mais de 255 anos de prisão pela participação em uma das maiores chacinas de São Paulo, ocorrida entre Osasco e Barueri em 2015.

A decisão foi por meio de júri popular, em que os sete jurados decidiram inocentar o soldado da Rota, o tenente da PM Diego Rodrigues de Almeida e um vigilante da acusação de tentativa de homicídio.


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"Foi feita justiça, onde não se buscou condenar qualquer pessoa a qualquer custo, mas se baseando em cima das provas, que eram favoráveis aos acusados, dentro eles o Fabrício, e ficou demonstrado cabalmente que eles eram inocentes e foram absolvidos por negativa de autoria, pois eles não participaram da chacina", afirmou Nilton de Souza, advogado do soldado da Rota Fabrício Eleutério.


Já o advogado do tenente da PM Diego Almeida, Renato Soares do Nascimento, afirmou que tinha plena convicção da inocência de seu cliente. "Um oficial da Polícia Miltiar respeitado por todo o comando da Polícia jamais seria envolvido na prática de crimes", afirmou Renato.

No processo, o promotor de Justiça também havia se manifestado favorável à absolvição, pois as provas existentes no processo seriam frágeis no indiciamento dos acusados nas mortes. Por sua vez, o MP (Ministério Público) alegava que os PMs e o vigilante tinham intenções de executar as vítimas para vingar a morte de um policial militar, assassinado em fevereiro de 2013.

A reportagem do R7 também tentou contato com a defesa dos outros dois envolvidos, mas até a publicação da reportagem não obteve resposta.

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