PM divulga ligação de testemunha que relatou decapitação em Mogi das Cruzes
Criminoso, suspeito de outros oito ataques, disse que não conseguiu controlar ordens da mente
São Paulo|Do R7

A Polícia Militar divulgou uma das ligações feitas para o 190 de testemunhas que viram o segurança Jonathan Lopes de Santana, de 23 anos, matar e decapitar a emprega doméstica Maria do Rosário Coentro do Amaral, de 59 anos, em Mogi das Cruzes, na manhã da última quarta-feira (3). Ela foi uma das seis vítimas cujos crimes foram confessados pelo criminoso — quatro delas tiveram as cabeças arrancadas. Ele ainda é suspeito de outros três ataques.
A mulher foi morta por volta das 6h30, na rua Antonio de Almeida, bairro do Rodeio, em Mogi. Na ligação, a testemunha demonstra desespero ao relatar a cena que tinha presenciado: "Teve um assassinato agora. O cara cortou o pescoço de uma mulher e foi embora de carro, com um capuz na cabeça", afirmou para o policial do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). A testemunha começa a chorar ao telefone: "Vem urgente, gente. O negócio está feio aqui."
Sem condições de continuar a ligação, a mulher passou o telefone para um homem. Ele informou a placa do carro para o policial militar: "É o corpo de uma mulher. O rapaz estava encapuzado, ele degolou uma senhora atrás de um caminhão que está parado. Na hora que a gente foi atrás dele ele saiu correndo".
Santana levou cerca de um minuto para assassinar e decapitar a empregada doméstica. Imagens de uma câmera de segurança mostram que a vítima foi morta atrás de um caminhão que estava estacionado na avenida. O local estava movimentado e outras pessoas perceberam a ação do criminoso. Foi com as informações destas testemunhas que a Polícia Militar conseguiu prender o segurança.
Em depoimento para a Polícia Civil, Santana disse que atacou Maria do Rosário acreditando que ela fosse moradora de rua porque, de acordo com o criminoso, ela estava "mal vestida".
Homem que confessou cinco decapitações diz que é menos grave matar morador de rua
'Ordens'
Ainda de acordo com a polícia, em meio ao ataque contra a empregada doméstica, o segurança descobriu que a vítima não era o que ele achava inicialmente e que "tinha em sua consciência de que esta (a mulher) não era moradora de rua". No entanto, segundo o criminoso, ele não "conseguia controlar as ordens em sua mente".
Ainda de acordo com a polícia, Santana afirmou em depoimento ter "um pacto com o diabo" para matar 31 moradores de rua. A justiça dele era a de que as vítimas "não se integravam com o sistema, já que não pagavam impostos".















