PM estava viva dois dias depois de desaparecer, diz secretário
Polícia afirma que entre o encontro do corpo e momento da morte da PM teria passado um período de 24 horas. A policial foi atingida por três disparos
São Paulo|Márcio Neves, do R7

O laudo pericial realizado pela Polícia de São Paulo mostra que a PM Juliane dos Santos estaria viva entre a sexta-feira (3) e sábado (4), enquanto a polícia fazia buscas na comunidade de Paraisópolis, na zona oeste de São Paulo.
"A prova técnica diz que entre o encontro do corpo até o momento da morte teria ocorrido um período de mais ou menos 24h", afirmou o Secretário de Segurança Pública, Mágino Alves.
A PM Juliane desapareceu na madrugada de quinta-feira (2), quando teria ido encontrar amigos na favela de Paraisópolis, na zona oeste da capital. O corpo da policial foi encontrado na segunda-feira (6) dentro do porta-malas de um carro abandonado próximo à Ponte do Socorro, na zona sul.
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De acordo com a polícia, a PM foi atingida por três tiros e o projétil de um destes disparos foi encontrado próximo ao seu corpo, dentro do veículo. Sobre o tiro na virilha, a polícia acredita que o disparo tenha sido acidental e ocorrido durante o momento do sequestro de Juliane no bar. "O local onde ocorreu este disparo teria inclusive sido lavado", afirmou o delegado da polícia civil Antônio Sucupira.
Os outros dois disparos teriam sido feitos acom seu corpo já dentro do veículo, entretando, segundo investigadores, não há informações ou relatos de disparo de armas de fogo na região onde o carro foi localizado.
Governo rebate crítica
Durante a coletiva de imprensa o Secretário de Segurança Pública também rebateu críticas aos esforços feitos pelo estado para solucionar o desaparecimento e a execução da policial militar Juliane dos Santos Duarte.
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"É importante salientar que estamos investigando um crime bárbaro contra um cidadão, mas também um atentado contra o estado, pois ela morreu por ser uma policial", lamentou Mágino. O secretário ainda criticou que outras instituições não tenham designado profissionais para acompanhar o caso, citando entre eles o Ministério Público e o Codepe (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana).













