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PMs acusados de executar jovem em cemitério vão a júri

Execução foi narrada por uma testemunha, por telefone, para o Centro de Operações da PM 

São Paulo|Do R7

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Réus estavam presos preventivamente no Presídio Romão Gomes
Réus estavam presos preventivamente no Presídio Romão Gomes

Os policiais militares Ailton Vital da Silva e Felipe Daniel Silva estão sendo julgados desde as 9h30 desta quinta-feira (23), no Tribunal do Júri de Ferraz de Vanconcelos, na Grande São Paulo. A dupla é acusada de matar Dileone Lacerda de Aquino no cemitério da cidade em 12 de março de 2011. A execução foi presenciada por uma mulher, que narrou o que acontecia, em tempo real, para o Centro de Operações da PM (Polícia Militar).

Os réus estavam presos preventivamente no Presídio Romão Gomes. O julgamento começou às 9h30, após a escolha dos sete jurados. Ao todo, dez testemunhas foram chamadas para prestar depoimentos - algumas delas têm a identidade protegida pela Justiça. Uma testemunha de defesa e duas de acusação foram dispensadas. As outras sete foram ouvidas até 11h30.


Segundo o processo, Dileone foi perseguido pelos policiais na zona leste da capital, por ser suspeito de roubar um carro. O jovem bateu o veículo no portão de uma casa e fugiu. Na sequência, foi atingido na perna por um tiro disparado pelos policiais e algemado.

Testemunha diz que se sentiu traída


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Dileone teria sido colocado dentro de uma viatura policial ainda com vida. Testemunhas narraram à própria Polícia Militar que assistiram a Dileone ser executado por policiais militares nas dependências do Cemitério Parque das Palmeiras após ser retirado da viatura. Os PMs foram identificados e presos.

Assista ao vídeo:

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