Polícia de SP cumpre mandados de prisão contra facção criminosa
Agentes apreenderam dinheiro e papeis em que os suspeitos fazem contabilidade do tráfico de drogas em uma residência da zona norte
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7
A Polícia Civil de São Paulo cumpre nesta segunda-feira (17) mandados de prisão contra a maior facção criminosa do Estado, o PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com informações preliminares, policiais da 4ª Delegacia Seccional Norte, com o apoio do GOE (Grupamento de Operações Especiais), age na comunidade Boi Malhado, na região do Cachoeirinha. Ao todo, são sete mandados de prisão, além de nove mandados de busca e apreensão.
A repórter Marcela Varasquim, da RecordTV, informou que ao menos 20 equipes da polícia estão nas ruas para prender os suspeitos, que seriam responsáveis por três pontos de vendas de drogas na comunidade. Os agentes apreenderam dinheiro e papeis em que os suspeitos fazem contabilidade do tráfico de drogas em uma residência da zona norte. Até as 6h50, três pessoas já haviam sido presas, de acordo com a RecordTV.
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Transferência do PCC
A Justiça de São Paulo determinou a transferência de seis presos, apontados como membros da liderança do PCC, para presídios federais — na tentativa de ter mais controle sobre a facção.
Os presos foram apontados pela Operação Echelon, do Ministério Público, como membros da cúpula de primeiro e segundo escalão do PCC depois que o preso apontado como líder máximo, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Após a operação, os sete presos foram transferidos da Penitenciária de Presidente Venceslau para o RDD.
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Ainda não há data para a transferência para presídios federais. No entanto, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) descobriu que o PCC tem cinco alvos em seu plano de atentados contra autoridades paulistas.
O atual secretário da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), Lourival Gomes, o deputado estadual Coronel Telhada (PP), o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, e o coordenador dos presídios na região oeste do Estado, Roberto Medina, completam a lista das pessoas que poderiam sofrer atentados — o que é compreendido como uma retaliação aos órgãos caso a transferência ocorra.