Polícia ouve metroviários sobre skinhead espancado em Metrô
Jovem de 24 anos foi encontrado desmaiado e teve que passar por cirurgia
São Paulo|Do R7, com Agência Record

A Delpom (Delegacia do Metropolitano) ouviu, nesta segunda-feira (15), o depoimento de metroviários sobre o caso do rapaz, que diz ser skinhead, que foi encontrado desmaiado na estação da Luz do Metrô, no último dia 8. Nesta terça-feira (16), a polícia deve ouvir mais duas testemunhas.
Bruno Ribeiro de Brito, de 24 anos, permanece internado em estado grave na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da Santa Casa de Misericórdia. O rapaz passou por duas cirurgias neurológicas na sexta-feira (12). Ele já respira sem aparelhos, mas continua inconsciente.
A sedação do paciente foi desligada nesta segunda-feira (15) para que os médicos possam avaliar seu nível de consciência. Não há previsão de alta, segundo a assessoria de imprensa do hospital.
O caso
Segundo a polícia, ele trabalha como segurança e voltava para casa quando foi encontrado. A vítima chegou à estação da Luz, na área central de São Paulo, acompanhado de um amigo. Os dois se despediram na plataforma da linha 1 — Azul. Ele seguiria em direção à zona norte da capital onde mora com a família.
Leia mais notícias de São Paulo
A mãe da vítima, Erika, afirma desconhecer qualquer desavença que possa ter gerado a motivação para a violência. Ainda não há informações sobre o que aconteceu, mas ele foi achado por um maquinista caído ao lado do trilho. Ele teve diversas fraturas pelo corpo. Antes de chegar ao hospital, ele teve duas paradas cardiorrespiratórias.
A Polícia Civil já abriu inquérito para investigar o caso e descarta a possibilidade de tentativa de suicídio. Os policiais investigam se o jovem foi vítima de agressão por intolerância, pois ele se diz "soldado skinhead". Ainda segundo a polícia, em março deste ano, ele chegou a ser detido junto com outras pessoas. Todos suspeitos de combinar uma briga com punks na estação Carandiru do Metrô, que só não aconteceu porque policiais civis chegaram antes.
As imagens das câmeras na plataforma do Metrô estão com a polícia, mas não registraram como a vítima caiu nos trilhos. A polícia aguarda agora outros pontos da estação para tentar identificar os agressores.
Assista ao vídeo:













