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Prédio que desabou foi a leilão em 2015 por R$ 21 milhões

Prédio que pegou fogo e desabou em São Paulo foi considerado um marco arquitetônico da cidade, mas não atraiu interessados em leilão três anos atrás

São Paulo|Fábio Fleury e Cristina Charão, do R7

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Fachada do prédio foi tombada como patrimônio
Fachada do prédio foi tombada como patrimônio

O prédio que pegou fogo e desabou na madrugada desta terça-feira (1º) na região central de São Paulo pertence ao governo federal e chegou a ir a leilão em 2015, mas ninguém se interessou pelo imóvel.

O principal motivo foi o preço cobrado pela União: o lance mínimo era de R$ 21,5 milhões. Além disso, um eventual comprador teria que desembolsar um valor ainda maior para reformar o prédio, em um valor estimado de R$ 50 a 60 milhões.


"Tentou-se encontrar soluções para reverter o estado de degradação do prédio. Infelizmente, nada foi adiante", lamenta Fernando Túlio, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) em São Paulo, referindo-se ao leilão e outras tentativas de reaproveitamento do prédio.

Marco arquitetônico


O edifício Wilton Paes de Almeida, na esquina da Avenida Rio Branco com o Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, foi projetado em 1961 pelo arquiteto Roger Zmekhol, para se tornar um marco arquitetônico de São Paulo. Com sua fachada inteiramente de janelas espelhadas, simbolizava uma ideia de futuro para a capital e foi entregue em 1966.

"O edifício é patrimônio cultural e arquitetônico bastante significativo. Apresentava uma solução muito inovadora para a época, tanto em construtibilidade, as técnicas de construção, como na relação com o espaço da cidade", diz Túlio.


Na década de 1980, o prédio passou para a União e se tornou a sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. A PF ocupou todos os andares até 2003, quando foi transferida para a Lapa, na Zona Oeste da cidade.

Abandono


Durante 4 anos, de 2007 a 2010, o térreo do imóvel abrigou uma agência do INSS. Em 2012, o prédio foi cedido à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para a instalação de um Instituto de Ciências Jurídicas, mas o projeto foi abandonado em seguida.

O leilão de 2015 serviria para preservar o edifício, que era tombado pelo patrimônio histórico, mas esbarrou no preço alto que afastou pretendentes. 

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