Logo R7.com
RecordPlus

Prefeitura de SP aponta erros de fiscais em apuração sobre desabamento em São Mateus

CGM vê erros de fiscais e subprefeito em tragédia ocorrida em agosto na zona leste

São Paulo|Do R7

  • Google News
Desabamento pode ter tido falha na atuação de servidores de SP
Desabamento pode ter tido falha na atuação de servidores de SP Daia Oliver

As investigações da Prefeitura de São Paulo encontraram irregularidades nas condutas de cinco servidores que podem ter contribuído para o desabamento de um prédio em São Mateus, na zona leste de São Paulo, em agosto deste ano, tragédia que matou dez pessoas e feriu outras 26. A conclusão preliminar foi publicada no Diário Oficial do município e agora está a cargo da Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos.

De acordo com as investigações da CGM (Controladoria Geral do Município), o fiscal Valdecir Galvani de Oliveira (que pediu exoneração em abril), o superior imediato dele, Décio Soares de Lima, o servidor Milton Batista Rodrigues, o chefe da fiscalização da Subprefeitura de São Mateus, Alfredo Consíglio Carrasco, e o subprefeito de São Mateus Fernando Elias Alves de Melo incorreram em irregularidades.


A controladoria apontou que todos infringiram a lei municipal 8.989, de 1979, a qual trata do estatuto dos funcionários públicos da capital. Os artigos nos quais os cinco servidores foram incursos são o 178 (aborda as funções fundamentais) e o 179 (proíbe ação ou omissão capaz de prejudicar a Administração Pública). A publicação, porém, não detalha a suspeita de pagamento de propina que paira sobre o caso.

Dono da Salvatta esteve em São Mateus três dias antes do desabamento e não viu falha estrutural


Desabamento em SP: certeza de alvará fez loja Torra Torra se instalar em São Mateus

Do quinteto citado no Diário Oficial, Galvani já se desligou da prefeitura, mas terá a ocorrência citada em seu prontuário. Já Carrasco foi exonerado do cargo de chefe de fiscalização em São Mateus e, assim como os demais, teve um inquérito administrativo instaurado contra si, o qual, se comprovadas irregularidades no exercício das funções, podem levar a demissões.


A sindicância interna segue em andamento e não há prazo para sua conclusão. Toda a documentação já foi encaminhada também ao 49º Distrito Policial, responsável pelas investigações do desabamento. Passados quase três meses do ocorrido, o inquérito do caso ainda não foi concluído, pela ausência de todos os laudos do Instituto de Criminalística.

Relembre o caso:

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.