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Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a Dark Horse por despesas de R$ 13,4 milhões

Prefeitura oficiou a ONG da produtora de filme sobre Bolsonaro por gastos realizados sem a devida comprovação por notas fiscais

Agência Estado

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Prefeitura de São Paulo pediu explicações ao Instituto Conhecer Brasil por despesas de R$ 13,4 milhões sem comprovação adequada.
  • A ONG, ligada à produtora do filme sobre Bolsonaro, deve justificar os gastos em até 30 dias.
  • O contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura está sob investigação por suspeitas de fraude e desvio de dinheiro público.
  • Pagamentos suspeitos foram feitos à empresa Complexsys, ligada a um ex-dirigente da ONG, o que configura conflito de interesses.

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ONG de dona da produtora de filme sobre Bolsonaro tem contrato com a Prefeitura de São Paulo Reprodução/Instagram- @therealjumcaviezel -7.05.2026

A Prefeitura de São Paulo pediu explicações ao Instituto Conhecer Brasil por despesas realizadas no primeiro semestre do ano passado no âmbito do contrato para a instalação de pontos de wi-fi livre em comunidades de baixa renda da capital paulista.

O Instituto Conhecer Brasil é uma ONG (organização não governamental) presidida por Karina da Gama, dona da Go Up Entertainment, responsável pela produção de Dark Horse, filme inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


A entidade deve prestar explicações por pagamentos que somam R$ 13,4 milhões. Do montante, R$ 906 mil foram sinalizados para “restituição imediata” caso a organização não justifique os gastos de forma adequada.

Em 2024, a entidade fechou um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo. O termo foi aditado em R$ 49 milhões. O convênio está na mira da Polícia Civil de São Paulo por suspeitas de fraude e desvio de dinheiro público. A corporação suspeita de desvios da verba pública para o financiamento do filme inspirado na vida de Bolsonaro.


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A Prefeitura de São Paulo oficiou a ONG da produtora de Dark Horse por gastos realizados sem a devida comprovação por notas fiscais. Em outros casos, a gestão municipal sinalizou a ausência de especificação dos serviços prestados.

Karina da Gama confirmou o recebimento do ofício na segunda-feira (6). A entidade tem até 30 dias, contados a partir do recebimento da notificação, para prestar os esclarecimentos solicitados.


Em nota, a Prefeitura disse que o ofício à ONG “confirma o trabalho sério e rigoroso de fiscalização ativa da parceria. Já Karina da Gama, em nome da entidade, afirmou que atenderá à diligência da gestão “com a máxima brevidade e transparência”.

A administração rejeitou R$ 906 mil para “restituição imediata”. Segundo o ofício da Prefeitura, tratam-se de despesas relativas a notas fiscais canceladas.


“Estamos em conjunto com os fornecedores e parceiros, reunindo toda a documentação e as informações complementares solicitadas”, disse a presidente da organização.

Das 41 despesas sinalizadas pela Prefeitura de São Paulo como suspeitas, quatro foram destinadas à Complexsys. Esses gastos totalizam R$ 2,2 milhões.

Em dezembro de 2024, o Instituto Conhecer Brasil fez dois pagamentos a essa empresa, totalizando R$ 1,3 milhão. Naquele momento, um dos sócios da Complexsys também era dirigente da entidade.

A contratação por ONGs de empresas de seus próprios dirigentes é vedada pela legislação, dado o conflito de interesses. Em março de 2025, o sócio da Complexsys deixou a diretoria da ONG. Houve mais pagamentos da entidade para a empresa nos meses seguintes.

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