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Primeira testemunha da defesa de Gil Rugai começa a ser ouvida pelo júri

Perito chegou a passar mal horas antes do depoimento

São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7

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Julgamento de Gil Rugai pode durar até sábado (23), segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo
Julgamento de Gil Rugai pode durar até sábado (23), segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo

Começou por volta das 20h desta terça-feira (19), no Fórum Criminal da Barra Funda, o depoimento da primeira testemunha da defesa de Gil Rugai. O perito Alberi Espindola voltou ao plenário depois de ter uma crise de hipertensão, no início da noite. Gil Rugai é acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Trotino, em março de 2004.

Espindola foi presidente da Associação Brasileira de Criminalística e foi convidado pela defesa de Gil Rugai para prestar uma consultoria sobre o caso. Acredita-se que ele deva apontar supostas falhas na perícia feita pelo Instituto de Criminalística.


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O depoimento anterior ao dele foi o do delegado Rodolfo Chiarelli, que investigou o caso na época. Ele respondeu às perguntas da defesa e da acusação por cerca de seis horas. 

Relembre o caso


O publicitário Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e sua mulher, Alessandra de Fátima Troitino, 33 anos, foram assassinados a tiros dentro da casa onde moravam em Perdizes, zona oeste de São Paulo no dia 28 de março de 2004.

Alessandra foi baleada cinco vezes na porta da cozinha, segundo laudo da perícia. Luiz Carlos teria tentado se proteger na sala de TV. A pessoa que entrou no imóvel naquela noite arrombou a porta do cômodo com os pés e disparou quatro vezes contra o publicitário.


O comportamento aparentemente frio de Gil Rugai, na época com 20 anos, ao ver o pai e a madrasta mortos chamou a atenção da polícia, que passou a suspeitar dele.

Os peritos concluíram que a marca encontrada na porta arrombada era compatível com o sapato de Rugai, que, ao ser submetido pela Justiça a radiografias e ressonância magnética, teria apresentado lesão no pé direito.

Na mesma semana do duplo homicídio, os policiais encontram no quarto do rapaz, um certificado de curso de tiro e um cartucho 380 deflagrado, o mesmo calibre da arma usada no assassinato do casal.

As investigações apontaram ainda que ele teria dado um desfalque de R$ 228 mil na empresa do pai, a Referência Filmes, falsificando a assinatura do publicitário em cheques da firma. Poucos dias antes do assassinato, ele foi expulso de casa.

Um ano e três meses após o duplo homicídio, uma pistola foi encontrada no poço de armazenamento de água de chuva do prédio onde o rapaz tinha escritório, na zona sul. Segundo a perícia, seria a mesma arma de onde partiram os tiros que atingiram as vítimas.

Rugai responde pelo crime em liberdade e será julgado por duplo homicídio qualificado por motivo torpe e por estelionato, em razão dos desfalques dados na produtora do pai.

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