Protesto contra aumento da passagem faz Campinas parar mais cedo nesta quinta-feira
Pela internet, mais de 70 mil pessoas confirmaram participação no ato
São Paulo|Do R7
Escolas e o comércio de Campinas vão fechar as portas mais cedo nesta quinta-feira (20), por causa do primeiro protesto na cidade, marcado para as 17h, que conta com a confirmação de mais de 70 mil pessoas via internet. Todo efetivo da Guarda Municipal foi convocado e a Polícia Militar reforçou seu efetivo e montou uma operação especial para acompanhar os manifestantes, que sairão do Largo do Rosário, no centro da cidade.
A Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas) orientou os comerciantes da área central da cidade a dispensarem seus funcionários às 16h, após uma reunião nesta quarta-feira (19) com a PM, a GM e a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas).
Protesto desta quinta-feira mistura clima de comemoração e reivindicação
Os fiscais da Emdec montarão um esquema de rotas alternativas, que será colocado em prática, conforme o trajeto dos manifestantes. A prefeitura também orientou para que lixo na região central não fosse colocado nas ruas. Desde cedo, a Emdec está orientando motoristas a evitar o trânsito na região central da cidade.
Nas escolas, já não haveria aula por causa de um evento de educação que ocorre nesta quinta-feira, e as particulares vão dispensar seus alunos às 16h. O Tribunal Regional do Trabalho e o Fórum Trabalhista, que ficam na região central, encerraram o expediente às 13h.
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Em Campinas, o Movimento Frente contra o Aumento deve protestar em frente à prefeitura e seguir também para a avenida Norte-Sul, espécie de avenida Paulista da cidade. Pela página do Facebook "Mãos ao alto: você está em Campinas", os manifestantes tinham a confirmação de 71 mil pessoas até esta manhã.
A PM e a prefeitura avaliam que o movimento deve reunir de 5 mil a 10 mil pessoas, mas não confirmam os números oficialmente. O protesto será mantido mesmo depois de o prefeito Jonas Donizette (PSB) reduzir a tarifa de R$ 3,30 para R$ 3,00.
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A Transurc (Associação das Empresas de Transporte Urbano Coletivo de Campinas) diz que para compensar as perdas, será preciso aumentar os subsídios pagos pela prefeitura de R$ 36 milhões por ano para R$ 100 milhões.
Outras cidades da região de Campinas que têm protesto marcado são: Americana (18h; Praça Comendador Müller) Capivari (18h; Praça Central) Holambra (18h; Praça dos Pioneiros) Indaiatuba (18h; prefeitura) Limeira (17h; prefeitura) Nova Odessa (17h; Avenida Carlos Botelho) Piracicaba (17h; Terminal Central Integração) e Rio Claro (18h; centro).













