Revoltada, população quer oferecer recompensa para quem der paradeiro do “maníaco das dentistas”
Uma das vítimas se propôs a confeccionar cartazes com a foto do suspeito e espalhar na cidade
São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

Revoltadas com o caso do homem suspeito de assaltar consultórios odontológicos em São Paulo e de abusar sexualmente das vítimas, pessoas têm procurado a polícia dispostas a dar recompensa em troca de informações sobre o paradeiro dele, que está foragido. De acordo com o delegado responsável pela investigação, João Gilberto Pacífico, do 30º Distrito Policial, foram pelo menos dez ligações com a oferta.
— Elas não têm relação com o caso, mas estão indignadas com o que aconteceu e estão dispostas a pagar recompensa para quem informar o paradeiro dele para que a polícia possa prendê-lo.
Ainda conforme o delegado, uma das vítimas se propôs a confeccionar cartazes com a foto do suspeito, para que a imagem dele seja espalhada pela cidade. Pacífico também está recebendo várias ligações de gente que quer colaborar com informações. Todas, segundo ele, estão sendo checadas pelos policiais. O objetivo é fechar o cerco.
Foragido desde o dia 8 de janeiro deste ano do HCTP (Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico) Professor André Teixeira Lima de Franco da Rocha, Frederico Adriano, 45 anos, é suspeito de ter praticado, pelo menos, sete estupros, conforme a polícia. Os crimes sexuais teriam ocorrido após a fuga. O foco dele eram consultórios dentários.
O homem cumpria pena de 18 anos e oito meses de reclusão em regime fechado por ter cometido três estupros. A internação dele era por prazo indeterminado e previa, pelo menos, mais três anos, em reclusão total, sem qualquer benefício, em razão da alta periculosidade.
O último caso aconteceu no dia 25 de julho, quando uma dentista, 37 anos, e a recepcionista, de 36, foram atacadas durante assalto a um consultório dentário no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Frederico Adriano é apontado pela polícia como autor dos crimes.
Comparsa
Na quarta-feira (31), a companheira de Frederico Adriano, uma jovem de 21 anos, foi presa em uma pensão no centro da cidade. De acordo com a polícia, ela seria comparsa nos assaltos. As investigações indicaram que a mulher marcou consultas com algumas das vítimas.
Na quinta-feira (1º), o delegado declarou que a suspeita "agia conjuntamente" com o companheiro. A mulher, que nega o envolvimento nos crimes, está no 89º DP, no Morumbi, zona sul. A polícia pediu a prorrogação da prisão temporária dela, que terminava no domingo (4). A solicitação foi aceita, e a suspeita ficará detida por mais cinco dias.
O delegado Pacífico já diz ter “embasamento legal” para pedir a prisão preventiva da jovem. Se a Justiça aceitar, ela ficará presa até o término do processo.
— A não ser que algum advogado entre com o relaxamento da prisão e o juiz acabe soltando.













