Sambaíba e Santa Brígida detêm 20% dos ônibus em SP
Apesar de anúncio do fim da greve, novas paralisações atingem capital e Grande São Paulo
São Paulo|Do R7

As empresas Sambaíba e Santa Brígida, onde o movimento de paralisação começou, têm, juntas, quase 20% da frota de ônibus que circula na cidade. As duas companhias são consideradas entre os profissionais do setor como os melhores locais para trabalhar, por liberarem, por exemplo, a opção de motoristas e cobradores fazerem a quantidade de horas extras que quiserem.
Os trabalhadores da Sambaíba são mais organizados. A Santa Brígida é conhecida por não aderir às manifestações, além de não comparecer às assembleias do sindicato.
À frente das duas viações estão famílias tradicionais no sistema de transporte de São Paulo. Quem comanda a Santa Brígida é o empresário Luis Saraiva. Os irmãos Carlos Alberto e Carlos Henrique Fonseca são da Sambaíba. Vistas como discretas, as duas famílias mantêm boa relação entre si, têm grande influência no sindicato patronal e bom trânsito no poder.
Paralisação
Apesar do anúncio do fim da greve, duas garagens da Viação Santa Brígida estão paradas nesta quinta-feira (22). Este é o terceiro dia de transtornos do transporte público. O movimento ganhou força na Grande São Paulo e, nesta quinta-feira, atinge cidades da Grande São Paulo, como Osasco, Diadema e Taboão da Serra.
O Plano Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado para atendimento de quatro das 80 linhas da Viação Santa Brígida. Segundo a SPTrans, foram escolhidos os principais trajetos, que estão sendo atendidos com 95 veículos. As outras garagem da capital paulista operam normalmente na manhã desta quinta-feira, segundo a SPTrans.















