São Paulo lidera em mortes durante assaltos envolvendo bancos
Em todo o País, 57 pessoas foram assassinadas em 2012
São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7

O estado de São Paulo liderou mais uma vez em assassinatos durante assaltos que envolveram bancos em 2012. O resultado é de uma pesquisa nacional divulgada nesta quinta-feira (10) pela Contraf-Cut (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), CNTV (Confederação Nacional dos Vigilantes) a partir de notícias que saíram na imprensa e com o apoio técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O levantamento foi feito em 19 Estados.
Em todo o País, 57 pessoas foram assassinadas no ano passado, sendo 15 em São Paulo, o que representa 26% das mortes. Em 2011, foram 16 vítimas fatais no Estado.
O que chamou a atenção no levantamento deste ano foi a Bahia, que com o registro de um assassinato em 2011, pulou para oito no ano passado, aparecendo em segundo lugar. O Rio de Janeiro diminuiu o número de ocorrências nos últimos dois anos, passando de nove em 2011 para sete em 2012 e ficou na terceira posição com 12% do total das mortes.
Assaltos a sistema bancário crescem quase 150% em dois anos e matam cinco ao mês em 2012
Para o presidente da Contraf-Cut, Carlos Cordeiro, o quantitativo de terminais bancários e a falta de um esquema de segurança contribuem para este número no estado de São Paulo.
— Nós temos mais de 2.000 agencias em todo o País e boa parte dessas estão concentradas em São Paulo. Aqui (SP) também tem uma política mais forte dos bancos de não permitir politicas de segurança como a dos biombos (objeto para proteger ou ocultar uma área).
Na Paraíba, os biombos já foram instalados nos caixas eletrônicos há dois anos e segundo a Contraf-Cut, nenhum caso de morte foi registrado desde então. Um estudo feito pelo Dieese, com base nos balanços publicados de janeiro a setembro de 2012, mostrou que os cinco maiores bancos do Brasil lucraram R$ 35,8 bilhões, enquanto as despesas com segurança e vigilância ficaram em torno de R$ de 2,2 bilhões, o que representa apenas 6,03% do lucro.













