Secretário evita reunião na USP sobre transportes
Convidado a participar de debate com universitários, Jilmar Tatto não compareceu
São Paulo|Do R7
Convidado a participar de um debate com estudantes universitários sobre os rumos do transporte público na cidade de São Paulo, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, não compareceu nesta sexta-feira (21), ao Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os alunos da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
A assessoria de imprensa do dirigente não informou o motivo de sua ausência. Disse apenas que Tatto não tem agenda pública ao longo do dia. Na quinta-feira (20), ele se reuniu com o prefeito Fernando Haddad (PT), mas também não se pronunciou publicamente, assim como Haddad. O prefeito igualmente não tem agenda pública para esta sexta-feira, apenas despachos internos com alguns secretários.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB), responsável pelo Metrô e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), também não divulgou a agenda para o dia. Haddad e Alckmin reduziram juntos, na quarta-feira (19), em 20 centavos o preço da tarifa de ônibus, metrô e trem, que passou de R$ 3,20 para R$ 3, após intensos protestos contra o aumento do dia 2. Ainda não foi esclarecido nem pela Prefeitura nem pelo governo do Estado de onde sairão os recursos públicos necessários para essa redução, que passa a valer na segunda-feira (24). Uma das propostas é a desaceleração dos investimentos em obras e programas.
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O evento no Largo São Francisco, no centro, estava marcado para as 10h, mas iniciou às 11h. Representantes estudantis de várias faculdades da USP, como a Escola Politécnica e o DCE, em suas falas, repudiaram com veemência a hostilidade a partidos políticos vista na quinta-feira nas ruas da cidade, quando bandeiras de agremiações foram rasgadas na avenida Paulista. Para eles, o respeito à diversidade partidária é essencial à vida democrática.
Além disso, os jovens debateram a estrutura do sistema de transporte público em São Paulo. Eles dizem que há uma "máfia dos transportes" na cidade que precisa ser quebrada pela Prefeitura e questionaram a forma como são feitas as concessões do serviço às empresas, que lucrariam com a qualidade ruim dos transportes.
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A gestão Haddad está em processo de renovar os contratos com as empresas e cooperativas de ônibus da capital paulista, com o vencimento, após uma década, dos atuais contratos. O total da licitação, que vale por até 15 anos, é de R$ 46 bilhões, a maior da história de São Paulo.
Representantes da Universidade Federal do ABC e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo compareceram ao evento.













