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Sindicalista detido em protesto na avenida Paulista culpa Polícia Militar pelo tumulto

Altino de Melo Prazeres Júnior foi detido para averiguação durante o protesto

São Paulo|Do R7

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Durante manifestação, estações do metrô foram danificadas; PM reagiu com balas de borracha
Durante manifestação, estações do metrô foram danificadas; PM reagiu com balas de borracha RODRIGO PAIVA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres Júnior, disse nesta sexta-feira (7) que, se as autoridades quiserem cobrar alguém pelos danos causados ao metrô durante o protesto pela redução da tarifa — que aconteceu nesta quinta-feira (6) — que mandem a conta para a PM (Polícia Militar).

— O protesto naquele horário [por volta das 20h30] e naquele local [avenida Paulista] seguia tranquilo até a chegada da polícia, que jogou bombas nos manifestantes.


Prazeres Júnior foi detido para averiguação durante o protesto, após se identificar como presidente do Sindicato dos Metroviários. Ele ficou até as 3h desta sexta-feira na carceragem do 78.° Distrito Policial (Jardins), quando foi liberado sem nenhuma acusação. Prazeres Júnior fez duras críticas à atuação da PM na repressão do protesto, que classificou ter sido feita "com fígado" pelos policiais.

— O protesto, como algo coletivo, foi pacífico. Ocorreram alguns excessos. A ação da PM, também de forma coletiva, foi truculenta. O papel da PM não é criar tumultos. É evitar que os tumultos ocorram, assim como os seguranças do metrô são treinados para fazer.


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O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo se solidarizou com os agentes de segurança do metrô que ficaram feridos ao tentar evitar que o patrimônio público fosse depredado. Prazeres Júnior afirmou também que o sindicato colabora com o Movimento Passe Livre, mas não exerce uma liderança. Nesta quinta-feira, de acordo com o presidente do Sindicato dos Metroviários, oito representantes da entidade estavam na manifestação. Eles procuraram abrigo dentro do Shopping Pátio Paulista quando a PM avançou na praça Oswaldo Cruz, mas ele ficou de fora.

A detenção aconteceu após Prazeres Júnior procurar o comando dos policiais para verificar se havia condições de segurança para os colegas saírem. Apesar de se mostrar indignado com a detenção, o presidente do sindicato disse que os policiais foram simpáticos com ele e não truculentos. Prazeres Júnior não analisou, por enquanto, se processará o governo de São Paulo.

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