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"Só afastar não adianta", diz Conselho sobre diretora e PMs 

Para conselheiro tutelar do Rio Pequeno, "o Estado tem que pensar em melhorar a escola em todos os sentidos, não adianta apenas culpar a direção"

São Paulo|Fabíola Perez, do R7

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PM aborda alunos com socos, mata-leões e arma em punho em escola de SP
PM aborda alunos com socos, mata-leões e arma em punho em escola de SP

Além dos policiais militares envolvidos na agressão de dois jovens na Escola Estadual Emygdio de Barros, na Vila Butantã, zona oeste de São Paulo, a diretora da instituição não faz mais parte do quadro de funcionários. A informação foi confirmada pela Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), que instaurou uma apuração para colaborar com a Polícia com o esclarecimento dos fatos. 

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Na opinião do conselheiro tutelar do Rio Pequeno, Gledson Silva Deziatto, apenas o afastamento da diretora e dos policiais militares não é suficiente. "Não adianta só afastar, o Estado tem que pensar em melhorar a escola em todos os sentidos", diz. "Uma diretora acaba assumindo diversas funções em uma escola para dar um bom andamento à unidade. Não adianta culpar a direção, o Estado foi muito omisso."

Segundo ele, na escola não há mais professores mediadores de conflitos. Além disso, o conselheiro afirma ainda que há problemas de segurança no entorno da escola. Ele disse também que visitou a escola na tarde da quarta-feira (19) para entender o contexto que levou a unidade a chamar a polícia.


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"O aluno estava matriculado e foi procuar vaga para estudar a noite. Isso mostra que é um menino que sabe dos seus direitos. O sistema da escola diz que ele havia sido desligado. Vamos verificar se ele foi ou não", afirma o conselheiro. 


Segundo ele, a escola já havia acionado o conselho para comunicar questões de comportamento e disciplina por parte do garoto. Ainda assim, será verificado se a houve um desligamento compulsório por parte da escola ou se ele deixou de ir por falta de acolhimento. 

"Quando ele insistiu para continuar na escola não era um momento para discussão", explica Deziatto. "Foram feiras duas ligações para a polícia, a primeira para a ronda escolar, a segunda, para a polícia. Parecia que os policiais iam para uma guerra." Entre os relatos, o conselheiro afirma que os adolescentes disseram que a a polícia chutou a porta da sala de aula de forma insistencte até que uma professora entrou no local.


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Deziatto afirma que o boletim de ocorrência registrado foi genérico. "Ele é totalmente contrário aos adolescentes." Agora, o Conselho deve pedir que o aluno de 18 anos entre em contato com a Defensoria Pública para garantir seu acesso aos estudos. "É um direito dele como cidadão."

Na quarta-feira não houve aula, mas uma roda de conversa com os alunos. "Eles não querem a PM dentro da escola e percebemos que é um costume da escola. Não é a primeira vez que isso aconteceu na escola."

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