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SP entra no 4º dia de fase vermelha sob ameaça de greve no Metrô

Sindicato decidiu por paralisação na próxima terça-feira (20) para cobrar ações dos governos estadual e municipal contra a pandemia

São Paulo|Cesar Sacheto, do R7

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Metroviários cobram empresas, estado e cidade de SP por ações contra pandemia
Metroviários cobram empresas, estado e cidade de SP por ações contra pandemia

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo anunciou, após a realização de assembleia, a decretação de uma greve sanitária, marcada para a próxima terça-feira (20), em protesto pela contaminação e pelas mortes de funcionários em função da pandemia da covid-19.

De acordo com o comunicado, uma nova reunião deverá ocorrer no próximo dia 19 (véspera do ato) para discutir a paralisação — que abrangerá funcionários de todas as linhas, inclusive da ViaMobilidade e ViaQuatro.

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Os metroviários reivindicam a vacinação urgente da categoria e demais trabalhadores do transporte público, além da implementação de lockdown, pagamento de auxílio emergencial (no valor de R$ 600,00) e o cumprimento das diretrizes descritas no Plano de Emergência apresentado pelo sindicato para conter a disseminação da doença no setor.

Segundo números apurados pelo sindicato, houve 24 mortes e 1.147 afastamentos de metroviários de São Paulo em decorrência do novo coronavírus.

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"A nossa greve pode acontecer porque queremos viver. Já perdemos mais de 20 colegas de trabalho. Isso também ocorre entre os motoristas de ônibus e trabalhadores da CPTM. Defendemos a vacina para todos, mas achamos justo que os trabalhadores do transporte estejam entre os grupos prioritários. Queremos vacina, respeito e nenhum ataque aos nossos direitos", declarou Camila Lisboa, coordenadora-geral do sindicato.

Cobrança por ações eficazes

A categoria vê o governador do estado, João Doria, e o prefeito paulistano, Bruno Covas, como incapazes de impor medidas restritivas eficazes para conter o avanço da doença e garantir a subsistência da população, como o lockdown e o pagamento de auxílio emergencial.

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Para Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato dos Metroviários, o governo estadual e a prefeitura paulistana são "reféns do empresariado".

"O problema é que [trata-se de] uma reação em cadeia. Você não faz o lockdown, não consegue restringir o transporte. E para fazer o lockdown, tem que garantir às pessoas que fiquem em casa sem passar fome, tem que garantir às indústrias que deixem os trabalhadores em casa e continuem pagando os seus salários. E as pequenas e médias empresas precisam de ajuda do governo. Como temos um mercado informal muito grande, é preciso garantir o auxílio emergencial. O governo estadual tinha que pensar em coisas desse tipo", complementou.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou, por telefone, que as negociações com os metroviários continuam para evitar uma paralisação e afirmou que tem ouvido as reivindicações de todas as categorias.

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