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Suposta amante de Ubiratan relata briga entre casal no segundo dia de júri

Segundo dia começou por volta das 14h30

São Paulo|Daia Oliver, do R7

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Carla Cepollina é julgada pela morte do coronel Ubiratan
Carla Cepollina é julgada pela morte do coronel Ubiratan

O segundo dia de julgamento de Carla Cepollina começou, por volta das 14h30, desta terça-feira (6), com a leitura do depoimento da suposta amante do coronel Ubiratan, a delegada federal Renata de Azevedo dos Santos. Ela não esteve presente ao júri, mas seu relato foi lido no plenário do Fórum Criminal, na Barra Funda, zona oeste, onde acontece o julgamento desde esta segunda-feira (5). A advogada é acusada de matar o coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006.

Durante o relato, Renata explica que houve uma troca de mensagens entre ela e o coronel Ubiratan. Desconfiada do estilo do texto, a delegada ligou para ele, e, com voz de sono, Ubiratan afirmou que não havia mandado mensagem.


Mais tarde, Renata ligou novamente para ele e disse que foi Carla quem atendeu o telefone. Neste momento, a advogada teria dito que Ubiratan não atenderia o telefone porque os dois "estavam quebrando o pau".

Atraso


O júri estava marcado para começar às 12h, mas uma queda de energia no fórum atrasou. A energia foi restabelecida no fórum e o julgamento deverá começar às 14h. Por causa da falta de luz, Calsavara disse que o tribunal já se preparava para transferir o júri para o Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.

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Neste segundo dia, nenhuma testemunha será ouvida. O delegado José Vinciprova Sobrinho, testemunha de acusação, não foi ouvido no primeiro dia e foi dispensado pela defesa e pela acusação. Dessa forma, o julgamento será retomado com a leitura das peças. Trechos de alguns depoimentos — colhidos durante a fase de investigação — de testemunhas que não compareceram serão lidos.

Na sequência, será iniciado o interrogatório de Carla Cepollina, último ato processual antes dos debates, que duram uma hora e meia. Se o promotor decidir pela réplica, a defesa tem direito à tréplica. Nesta etapa, cada lado dispõe de uma hora.


Primeiro dia

O primeiro dia de julgamento da advogada Carla Cepollina durou cerca de oito horas. Por volta das 15h40 de segunda-feira (5), quase três horas após o previsto, a sessão foi iniciada no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Das 10 testemunhas convocadas – cinco de defesa e cinco da acusação, apenas três compareceram. Duas delas, Odete Odoglio de Campos, vizinha da vítima, e o delegado Marco Antonio Olivato, que presidiu o inquérito, foram ouvidas. O depoimento mais longo foi o do delegado Olivato, que começou às 18h13 e terminou por volta das 23h20.

Além disso, Carla foi retirada do plenário por volta de 21h30 após se manifestar durante depoimento do delegado Marco Antônio Olivato, segunda testemunha a depor neste primeiro dia do julgamento.

Liliana Prinzivalli, mãe e advogada da acusada, perguntou para o delegado se não era verdade que ele tinha dito para Carla que se ela não confessasse ter matado Ubiratan, ele iria prender a mãe dela. O delegado negou a história e Carla respondeu: “Falou sim”. Diante da manifestação em momento indevido, o juiz pediu para que a ré fosse retirada do plenário.

A previsão inicial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) era de que o júri durasse cinco dias. Seis homens e uma mulher foram escolhidos como jurados e irão decidir se Cepollina é ou não culpada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. Diante das faltas de testemunhas — apenas três das dez convocadas compareceram —, a expectativa é de que o julgamento termine antes do previsto.

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