Suspeito de matar menina de oito anos diz que vítima foi estuprada pelo dono da casa, afirma Polícia Civil
Dono de residência nega participação no crime; presos passaram por acareação hoje
São Paulo|Do R7, com Agência Record

Os dois presos suspeitos de envolvimento no estupro, tortura e morte de uma menina de oito anos participaram, nesta segunda-feira (20), de uma acareação. De acordo com o delegado Itagiba Franco, delegado titular da Divisão de Homicídio do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Andreus Vieira Batista negou que tenha estuprado a criança e afirmou que o abuso sexual teria sido cometido pelo dono da casa onde o crime ocorreu, Alexandre Oliveira Machado.
Ainda segundo o delegado, Batista disse em depoimento, porém, que ambos participaram do homicídio. Machado negou qualquer participação no crime. Os suspeitos ficarão na carceragem 77º Distrito Policial.
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O crime
Angélica desapareceu na noite de quarta-feira, enquanto brincava, na frente de casa, no bairro Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. O corpo da criança foi encontrado com diversas perfurações, a maioria delas na cabeça, hematomas, e havia sinais de violência sexual. Um cordão foi amarrado nos braços e no pescoço dela.
Vizinhos e parentes suspeitaram do porteiro e avisaram a polícia. Ele chegou a desaparecer logo após o crime, mas foi encontrado pela polícia. No carro dele, havia manchas de sangue nos bancos, um rolo de barbante e uma calcinha infantil, que a mãe de Angélica reconheceu ser da filha.
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O corpo da menina foi enterrado na manhã da sexta-feira (17), no Cemitério Municipal de Itaquera, na Vila Carmosina, zona leste da capital paulista.
Crueldade
Andreus não mostrou arrependimento ao confessar o crime para polícia. A informação foi passada, na sexta-feira (17), pelo delegado divisionário do DHPP, Itagiba Franco.
A crueldade foi tão grande que o criminoso chegou a desfigurar o rosto da menina com um alicate e também teria usado uma chave de roda para matar a garota. O homem conhecia a criança e a família dela. O delegado Franco classificou o crime como “asqueroso”.
— Não se sabe com um ser humano é capaz de agir dessa forma, principalmente contra uma criança de oito anos. Isso nos choca.













