Temor de greves faz Haddad elaborar pacote de reajustes
Para virar lei, os aumentos precisam de aprovação dos vereadores em plenário
São Paulo|Do R7
Com medo de novas greves, a gestão Fernando Haddad (PT) planeja um pacote de reajuste salarial para diversas categorias de servidores municipais de São Paulo. Após conceder abono aos professores, que pararam por 41 dias, a prefeitura pretende atender a parte das reivindicações de arquitetos, engenheiros, fiscais, médicos e guardas-civis.
O governo vai apresentar cada proposta de forma separada à Câmara Municipal. Para virar lei, os reajustes precisam de aprovação dos vereadores em plenário. Depois de receber aval para conceder aumento a todos os professores da rede em 2015, Haddad foca agora na concessão de reajuste aos guardas. O projeto já foi enviado à Casa e deve ser votado em caráter de urgência.
Pela proposta, a gestão Haddad se compromete a pagar 5% sobre os salários atuais ainda neste ano e mais 10,23% em 2016. No próximo ano não há índice estipulado ainda porque a promessa para 2015 é de reestruturação da carreira. De acordo com Carlos Augusto Silva, presidente do SindGuardas (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo), faz dez anos que a prefeitura não faz promoções na categoria.
— Precisávamos resolver a questão da valorização salarial. O governo falou que não poderia oferecer tudo de imediato. Optamos por aceitar que o projeto fosse elaborado desse jeito com a garantia de que teremos a reestruturação no ano que vem. Não é o ideal, mas consideramos que é um primeiro passo.
Se aprovado, o piso salarial passará de R$ 1.380 para R$ 1.449.
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O Savim (Sindicato dos Agentes Vistores e Agentes de Apoio Fiscal do Município de São Paulo) tem reunião nesta quarta-feira (11) com representantes das Secretarias de Orçamento e de Coordenação das Subprefeituras. A categoria reivindica uma proposta de reajuste e de carreira para não entrar em greve. Segundo a presidente do Savim, Claret Alves Fortunato, a última reestruturação é de 2007.
— De lá para cá nada aconteceu nem concurso público. Somos só 406 agentes vistores para toda a cidade.
Se não houver acordo, os fiscais prometem parar a partir de quinta-feira (12), quando deveriam coibir a venda de produtos ilegais no entorno da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste. Em greve desde 27 de maio, arquitetos e engenheiros da prefeitura também reivindicam aumento, assim como os médicos. Nesse caso, além de aumento e carreira, a categoria luta contra a terceirização do setor de Saúde.















