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Testemunhas indicam inocência de suspeito de queimar homem em SP

Três pessoas ouvidas pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo apontam diferenças no perfil do suspeito preso e do homem flagrado por câmeras

São Paulo|Gabriel Croquer*, e Cesar Sacheto, do R7

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Câmeras de segurança flagram o momento em que o morador de rua é incendiado
Câmeras de segurança flagram o momento em que o morador de rua é incendiado

Depoimentos prestados por testemunhas à Ouvidoria da Polícia de São Paulo indicaram que o homem preso sob suspeita da morte de um morador de rua na capital paulista pode não ser o culpado pelo crime. Três pessoas ouvidas apontaram características físicas diferentes entre o suspeito detido como autor do crime e a pessoa que aparece na gravação ateando fogo em Carlos Roberto Vieira da Silva, 39 anos, que morreu horas depois.

"Pode não ser o mesmo rapaz. Uma [testemunha] disse que [a pessoa que cometeu o crime] era branca, magra e de barba. Mas quem está preso é um pouco obeso, negro e tem dificuldade de locomoção", explicou o ouvidor, Benedito Mariano.


Ainda de acordo com o ouvidor da Polícia de São Paulo, duas testemunhas são moradores da região e outra é um padre — integrante da Pastoral do Povo de Rua — que teve autorização para visitar o preso na cadeia. 

Benedito Mariano revelou que os depoimentos já foram encaminhados à Polícia civil e ao Ministério Público. Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) confirmou o recebimento de um ofício da Ouvidoria e acrescentou que todas as informações no documento serão checadas. Porém, a pasta ressaltou que "até o momento, não há nenhuma alteração no resultado das investigações". 


Confissão

Em depoimento à polícia, após ser identificado e preso, o principal suspeito assumiu o crime. Ele ainda revelou que também vive em situação de rua e que teria ateado fogo na vítima após um desentendimento por causa do suposto furto de R$ 10 mil.


De acordo com a Polícia Civil, o suspeito disse que sacou o dinheiro no sábado (4) e foi furtado por Carlos pouco antes do crime. A delegada do 18° DP (Alto da Mooca), Silvana Sentieri Françolin, afirmou na época que tinha dúvidas da versão, porque o valor é muito alto.

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Conforme as investigações, o preso tem 49 anos e vive na rua, entre a região central e a zona leste da capital paulista, há cerca de 25 anos.


Ele estava no Cambuci (região central), quando foi abordado pela polícia na rua, sem resistir à prisão. A Justiça determinou a prisão temporária do suspeito, que permanece recolhido no 18º DP.

Em atendimento inicial, a PM e o Corpo de Bombeiros viram indícios de crime, pois foi encontrado um galão de gasolina no local.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

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