Todos os manifestantes presos em protesto já foram liberados
Houve confronto com a PM; bancos, muros, ônibus e um carro da Polícia Civil foram pichados
São Paulo|Do R7, com Agência Record

Os 13 manifestantes detidos na noite desta quinta-feira (1º), no protesto na região central de São Paulo, foram liberados após prestarem depoimento no 78º Distrito Policial, nos Jardins. Enquanto os manifestantes permaneciam detidos, outro grupo protestava na frente da instituição policial pedindo a liberação do grupo e gritando palavras de ordem.
Cerca de 350 pessoas participaram da manifestação que começou em frente à Prefeitura de São Paulo, no fim da tarde de quinta. Elas protestaram por diversos motivos, principalmente contra os governadores Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Sergio Cabral, do Rio de Janeiro.
Os manifestantes foram da prefeitura até a avenida Paulista e fecharam uma das pistas da avenida 23 de Maio, no sentido aeroporto. Alguns confrontos entre protestantes e policiais militares aconteceram no trajeto. Uma mulher chegou a ser arrastada no asfalto até a viatura. Bancos, muros, ônibus e um carro da Polícia Civil foram pichados.
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Segundo a Polícia Militar, três agências bancárias foram depredadas na rua Augusta, nos Jardins. Todas localizadas em um raio de duzentos metros de distância.
Protesto
Ao menos 13 pessoas foram detidas durante o protesto que aconteceu na noite desta quinta-feira (1º). Segundo o major Genivaldo Antônio, três pessoas foram apreendidas após o fim dos protestos e estavam encapuzadas e com barras de ferro. Após as prisões, um grupo deixou a avenida Paulista e foi para o 78º Distrito Policial, na rua Estados Unidos.
Ainda segundo dados da PM, mais de mil pessoas chegaram a participar do protesto na avenida Paulista, que cobra respostas para o desaparecimento do pedreiro Amarildo Dias, no Rio de Janeiro. Mais cedo, houve um confronto entre os policiais e os manifestantes.
A concentração aconteceu por volta das 18h. Os manifestantes se reuniram em frente à Prefeitura de São Paulo e caminharam até a avenida 23 de Maio, que foi interditada. Depois, chegaram à avenida Brigadeiro Luís Antônio.
Na avenida Brigadeiro, uma jovem ficou ferida no olho durante um rápido tumulto no protesto e manifestantes afirmaram que ela foi atingida por um golpe de cassetete de um policial.
O caso
Amarildo foi visto pela última vez no dia 14, quando foi levado por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha. A página do evento também dizia aos internautas que é um “perfeito momento para levantar a bandeira da desmilitarização da polícia”. Algumas pessoas criticavam os governos de São Paulo e do Rio.
Na manhã de quarta-feira, dois filhos de Amarildo cederam amostras de sangue para serem comparadas a uma mancha encontrada em uma das viaturas da PM que faz o patrulhamento da comunidade.
Assista ao vídeo:













