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"Vamos falar de provas”, diz defesa de Gil Rugai durante debate

Justiça decide hoje se acusado de matar pai e madrasta é culpado ou inocente

São Paulo|Do R7

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Logo após a promotoria dar início ao debate do caso Gil Rugai, foi a vez da defesa do ex-seminarista falar com os jurados nesta sexta-feira (22). A Justiça deve decidir o destino de Rugai hoje, quando os sete jurados (cinco homens e duas mulheres) irão votar pela absolvição ou condenação do réu. De acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Marcelo Feller, advogado do acusado, afirmou que a defesa "vai falar de provas, porque a acusação só falou do perfil do Gil".

No debate, as partes têm uma hora e meia, cada, para a exposição de suas argumentações. Na hipótese de o promotor optar pela réplica — de uma hora —, os advogados de Rugai terão direito à tréplica — com mesmo tempo de duração.


Encerrados os debates, o Conselho de Sentença se reúne na sala secreta com o juiz, promotor e advogados, e os quesitos que determinarão o resultado do julgamento serão votados. A decisão dos sete jurados será lida em plenário pelo magistrado.

Relembre o caso Gil Rugai em fotos


Acusado alega que guardou seringas com sangue por "infantilidade"

Nos quatro primeiros dias de júri, 14 testemunhas foram ouvidas — cinco da defesa, seis da acusação e três do juiz Adilson Paukoski Simoni. Inicialmente, estavam previstas 16, mas duas acabaram dispensadas.


Ao chegar ao Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, nesta sexta-feira, o ex-seminarista entrou pela porta dos fundos.

Relembre o caso


O publicitário Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e sua mulher, Alessandra de Fátima Troitino, 33 anos, foram assassinados a tiros dentro da casa onde moravam em Perdizes, zona oeste de São Paulo no dia 28 de março de 2004.

Alessandra foi baleada cinco vezes na porta da cozinha, segundo laudo da perícia. Luiz Carlos teria tentado se proteger na sala de TV. A pessoa que entrou no imóvel naquela noite arrombou a porta do cômodo com os pés e disparou quatro vezes contra o publicitário.

O comportamento aparentemente frio de Gil Rugai, na época com 20 anos, ao ver o pai e a madrasta mortos chamou a atenção da polícia, que passou a suspeitar dele.

Os peritos concluíram que a marca encontrada na porta arrombada era compatível com o sapato de Rugai, que, ao ser submetido pela Justiça a radiografias e ressonância magnética, teria apresentado lesão no pé direito.

Na mesma semana do duplo homicídio, os policiais encontraram no quarto do rapaz um certificado de curso de tiro e um cartucho 380 deflagrado, o mesmo calibre da arma usada no assassinato do casal.

As investigações apontaram ainda que ele teria dado um desfalque de R$ 228 mil na empresa do pai, a Referência Filmes, falsificando a assinatura do publicitário em cheques da firma. Poucos dias antes do assassinato, ele foi expulso de casa.

Um ano e três meses após o duplo homicídio, uma pistola foi encontrada no poço de armazenamento de água de chuva do prédio onde o rapaz tinha escritório, na zona sul. Segundo a perícia, seria a mesma arma de onde partiram os tiros que atingiram as vítimas.

Rugai responde pelo crime em liberdade e está sendo julgado por duplo homicídio qualificado por motivo torpe e por estelionato, em razão do desfalque dado na produtora do pai.

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