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Vendedor representa MC Daleste em simulação e conta que ouviu tiros na noite do crime

Éder Batista conta que foi escolhido por ter estatura semelhante a que tinha o funkeiro

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Éder Roberto (no centro) participa de reconstituição da morte de MC Daleste nesta quinta-feira
Éder Roberto (no centro) participa de reconstituição da morte de MC Daleste nesta quinta-feira

Morador há dez anos do conjunto habitacional da Vila San Martin, na periferia de Campinas, interior de São Paulo, o pizzaiolo Éder Roberto da Silva Batista, 27 anos, virou o centro das atenções nesta quinta-feira (18). Ele “representou” o cantor Daniel Pellegrine, o MC Daleste, durante a reprodução simulada da trajetória dos disparos que acertaram o funkeiro, realizada nesta manhã.

O artista foi ferido no palco, menos de dez minutos após o começo da apresentação que fazia no último dia 6, em uma quermesse no conjunto habitacional. Antes do tiro fatal, ele chegou a ser baleado de raspão na axila direita. Ao reparar que algo havia o atingido no braço, o cantor reclamou com a plateia, mas na hora, não desconfiou que se tratava de um disparo de arma de fogo. Ele morreu no hospital, na madrugada do dia 7.


O pizzaiolo conta que foi escolhido por ter estatura semelhante a que tinha Daleste e confessa que pensou duas vezes antes de aceitar o convite.

— Eu estava aqui e eles perguntaram se eu podia ajudar. No começo, achei melhor não, porque ia passar na mídia. Aí, eu ajudei.


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No dia do crime, Batista trabalhava em sua barraquinha, montada perto do local do show. Ao ouvir o primeiro disparo, ele desconfiou se tratar de um tiro.

— Eu estava com um pessoal conhecido na minha barraca de pernil, comendo lanche. Falamos: “Nossa, parece tiro”. Aí, passaram alguns minutos e teve outro disparo.


Ele conta que ficou assustado e que só viu as pessoas correndo. Na hora, não imaginou que a vítima era o cantor.

— Eu fiquei meio assustado. Passou um tempinho, vi um pessoal correndo. Falei: “Deve ter acertado alguém. Nunca que eu iria achar que acertaram alguém no palco.

Simulação

A simulação do assassinato do MC Daleste terminou por volta das 12h desta quinta-feira (18) em Campinas, interior de São Paulo. A perita do IC (Instituto de Criminalística) Ana Cláudia Diaz, afirmou que foi descartada a possibilidade de o atirador estar dentro da casa em construção próxima ao palco onde o cantor se apresentava. Segundo ela, o suspeito estaria em um terreno baldio ao lado da construção.

— Não há dúvidas de que foi naquele setor [que o atirador estava]. A edificação foi descartada. O local é propício para o atirador efetuar o disparo e sair sem ser visto.

A polícia trabalha com a possibilidade de haver apenas um atirador no local do crime. Para a perita, trata-se de uma "pessoa habilidosa que veio aqui com um determinado intuito e sabia bem o que ele queria e por que queria".

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