Zelador esquartejado: casal indiciado pelo crime discute na delegacia
Publicitário e advogada foram indiciados por homicídio, fraude e premeditação
São Paulo|Do R7, com Balanço Geral e Fala Brasil

O casal suspeito de matar e esquartejar o zelador Jezi Lopes de Sousa, de 63 anos, discutiu após uma acareção na delegacia na terça-feira (15). O bate-boca, dentro de uma sala fechada, foi flagrado por uma equipe da Rede Record. O publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins acusou o filho mais velho da mulher, a advogada Ieda Martins, com o ex-marido de colocar uma arma na casa deles pra incriminá-lo.
— Fala a verdade. Fala que a p... do seu filho deixou aquela m...em meu guarda-roupa, c... Fica protegendo ele ainda. Você sabe que só ele veio do Rio, Ieda. Você sabe que só ele veio do Rio para nossa casa.
O filho de Ieda, José Jair Júnior, disse que a acusação é absurda. Ele afirmou ainda que o casal já tinha a arma quando morava no Rio de Janeiro.
Na terça-feira, a Polícia Civil indiciou os dois por homicídio triplamente qualificado, fraude processual, premeditação e posse compartilhada de arma de uso restrito. Além disso, Eduardo Martins vai responder por falsificação de documento e por portar arma de uso permitido com o documento vencido. Os dois já estão presos temporariamente.
Agora a polícia, vai pedir a prisão preventiva do casal à Justiça e que os dois esperem o julgamento na prisão. No início de junho, quando foi preso, o publicitário confessou o crime. Na terça-feira, na delegacia, Martins falou sobre o assassinato. Ele afirma que matou o zelador porque teria ameaçado o filho dele.
— Falou que se encostasse a mão nele ele matava meu filho.
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A polícia acredita que o publicitário matou o zelador porque tinha desentendimentos com ele e os motivos seriam banais. Segundo a investigação, Ieda ajudou a planejar o crime e esconder o crime. Ela nega. Laudos divulgados na segunda-feira (14) mostram que os peritos não encontraram sangue na bota que ela usava no dia do crime nem no carro dela. Segundo o advogado do casal, Marcello Primo, isso fortaleceu a defesa dela.
— Os laudos comprovaram o que ela sempre falou: que ela não esteve na cena do crime, não participou nem do homicídio, nem da ocultação.
Os investigadores ouviram uma testemunha afirmar que, três semanas antes do crime, recebeu um convite de Ieda para ocupar a vaga de zelador. Essa seria uma indicação de que o casal premetidou o crime.
Nesta quarta-feira (16), Ieda viaja para o Rio de Janeiro. No dia seguinte, ela será ouvida em outra investigação na qual é suspeita de envolvimento na morte do ex-marido. A advogada vai participar de uma acareação com o filho mais velho e a mãe dela.
O empresário José Jair Farias morreu baleado em 2005. Com a morte do zelador, a polícia encontrou no apartamento do casal, em São Paulo, um silenciador e um cano de pistola do qual partiram, segundo a perícia, os tiros que mataram o ex-marido.
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