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Zelador esquartejado: mala usada no crime só comportaria metade do peso da vítima

Local onde vítima foi assassinada ainda é mistério para polícia

São Paulo|Do R7, com Rede Record

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O casal se contradisse durante a reconstituição na Praia Grande
O casal se contradisse durante a reconstituição na Praia Grande

A segunda reconstituição da morte do zelador Jezi Lopes de Souza, de 63 anos, realizada na tarde desta segunda-feira (16), na Praia Grande, litoral de São Paulo, não foi conclusiva para a polícia. Ainda restam dúvidas sobre vários pontos, inclusive em relação ao transporte do corpo, pois a mala usada no crime só comportaria metade do peso da vítima.

O local do assassinato também é um mistério, já que ele pode ter sido morto no apartamento ou na Praia Grande. De acordo com a polícia, o publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47, e a mulher dele, a advogada Ieda Cristina Martins, de 42, se contradisseram durante a reconstituição.


A primeira pessoa a entrar na foi a advogada. Ela ficou cerca de 1h30 dentro do imóvel acompanhada pelos policiais e peritos. Durante todo esse tempo, o publicitário aguardou dentro da viatura. Em nenhum momento, os dois tiveram contato físico.

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Depois da saída de Ieda, Martins entrou na casa, onde permaneceu por horas. Ele chegou a sair do imóvel pelo menos quatro vezes: para ir ao portão, para pegar um pneu dentro de um carro, para pegar uma mala e depois para retornar ao carro. Em toda a aparição externa, o publicitário foi hostilizado pela população que foi assistir ao procedimento.

Segundo a Polícia Civil, há muitas divergências no que o casal diz, principalmente, em relação aos horários dos fatos e onde o crime aconteceu. A polícia também tem dúvidas sobre o transporte do corpo porque a mala usada no crime teria capacidade para apenas 30 kg, mas o zelador pesava mais de 60 kg.


A primeira reconstituição do crime foi realizada na quarta-feira (11) no prédio onde o zelador trabalhava, na Casa Verde, zona norte de São Paulo. O publicitário está preso desde que confessou o crime. Já Ieda, é suspeita de ter participado da ocultação do cadáver.

Nos próximos dias, será realizada uma acareação entre os suspeitos, porém, a data não foi divulgada.

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