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30% dos casos de sarampo têm complicação e podem acabar até em morte, alerta médico

Especialista faz apelo em prol da vacinação em massa; objetivo é atingir imunidade de rebanho

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O número de casos de sarampo em São Paulo subiu para 23 em menos de uma semana.
  • A vacinação é recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos, exceto gestantes e imunossuprimidos.
  • 30% dos casos de sarampo podem ter complicações graves, como pneumonia e encefalite.
  • É crucial atingir 95% de imunização para garantir a imunidade de rebanho e evitar a circulação do vírus.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou nesta sexta-feira (7) que o número de casos de sarampo no estado subiu para 23 em menos de uma semana. Em entrevista ao programa News das 19h, o infectologista Gerson Salvador destaca que este se trata do vírus mais infectante e mais transmissível entre humanos.

Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacinação é recomendada a todas as pessoas de 6 meses até 59 anos, com exceção de gestantes e imunossuprimidos. “O sarampo é muito transmissível, mas a vacina também protege muito, tem 97% de eficácia, e, quando 95% da população está vacinada, a gente atinge imunidade de rebanho e o vírus não circula, como a gente já conseguiu livrar o território nacional mais de uma vez do sarampo”, destaca o médico.


A disseminação é especialmente perigosa para grupos não vacinados, como indígenas Reprodução/Record News - 07.04.2025

Para ser considerada imunizada, a pessoa precisa ter tomado duas doses da vacina. A disseminação, explica o especialista, é especialmente perigosa para grupos não vacinados, a exemplo de comunidades indígenas, além de bebês menores de 6 meses.

“É importante lembrar que não é só uma virose; 30% dos casos de sarampo têm complicação, pode ser pneumonia, pode ser encefalite, que é uma doença gravíssima, que afeta o cérebro da pessoa, causando sequela permanente, podendo causar morte.” Ele reforça: a doença é muito perigosa, mas, se tivermos 95% da população imunizada, não é preciso preocupação com eventuais casos importados.


Por fim, ele faz um apelo: “Vou pedir para quem está aqui na nossa audiência que seja a pessoa que fale a favor das vacinas. A gente tem o maior sistema de imunização do mundo. O Brasil confia nas vacinas. A gente tem um SUS com unidades básicas em todo o território nacional, então a gente tem que falar a favor da vacina.”

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