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Agência Europeia de Medicamentos diz que é cedo para indicar 4ª dose para população geral

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a EMA destacou que o reforço deve ser aplicado na população com mais de 80 anos

Saúde|Do R7

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A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) afirmou nesta quarta-feira (6) que está "cedo demais" para considerar a administração de uma quarta dose de vacinas da Pfizer e da Moderna à população geral, embora apoie o uso em idosos com mais de 80 anos devido ao maior risco de desenvolverem Covid-19 grave.

Em comunicado conjunto com o CEPCD (Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças), as duas agências explicam que concluíram que não existem dados suficientes para recomendar a necessidade da quarta dose, que na prática é considerada a segunda dose de reforço, uma vez que as duas primeiras fazem parte da vacinação primária.

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"Ambas as agências concordam que um segundo reforço pode ser dado a adultos com 80 anos ou mais, após revisão dos dados sobre o aumento do risco de Covid-19 grave neste grupo etário e a proteção proporcionada por uma quarta dose", diz a nota.

As entidades acreditam que, neste momento, não existem "provas claras" na UE (União Europeia) de que a proteção contra casos graves de Covid-19 está "substancialmente diminuindo em adultos com sistema imunológico normal entre os 60 e 79 anos de idade" e, portanto, não existem provas para "apoiar a utilização imediata de uma quarta dose".

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As provas sobre os efeitos da quarta dose procedem em grande parte de Israel.

As autoridades continuarão a monitorar os dados para determinar se existe um risco acrescido de doença grave entre aqueles que são vacinados e advertem que, "se a situação epidemiológica atual mudar e surgirem novos sinais, poderá ser necessário considerar uma quarta dose no grupo etário" dos maiores de 60 anos.

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No entanto, para adultos com menos de 60 anos de idade com sistema imunológico saudável, "não há provas conclusivas de que a proteção da vacina contra doenças graves esteja diminuindo ou que haja um valor acrescentado de uma quarta dose", motivo pelo qual não recomendam a sua administração.

EMA e ECDC observam que as campanhas de revacinação "poderiam começar no outono (do hemisfério Norte)", e é nessa altura que as autoridades nacionais considerarão o melhor momento para administrar doses adicionais, "possivelmente aproveitando as vacinas atualizadas".

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Para aqueles que ainda não receberam nenhuma dose, as agências europeias lembram que a vacinação contra a Covid-19 "continua sendo a forma mais eficaz de prevenir doenças graves durante a atual pandemia, incluindo doenças graves causadas pela variante Ômicron", e instam os cidadãos da UE a receberem a vacinação primária e o reforço.

No fim de março do ano passado, 83% dos adultos haviam recebido as vacinas iniciais e apenas 64% tinham uma dose de reforço.

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