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Caso Bonnie Tyler: entenda riscos, complicações e tratamento da apendicite

O gastroenterologista Jacques Matone esclareceu as causas e consequências da condição

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A morte de Bonnie Tyler, aos 75 anos, foi causada por uma infecção grave devido ao rompimento do apêndice.
  • Apendicite aguda é a inflamação do apêndice e, se não tratada, pode causar sepse.
  • Diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves, mas os sintomas podem não ser claros.
  • Qualquer pessoa pode desenvolver apendicite, independentemente de dieta ou estilo de vida, e o tratamento padrão é cirúrgico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A morte da cantora Bonnie Tyler, de 75 anos, após uma grave infecção causada por um rompimento do apêndice, mostra os perigos associados à apendicite. Em entrevista ao Jornal da Record News da última sexta-feira (10), o gastroenterologista Jacques Matone, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, esclareceu as causas e consequências da condição.

Segundo ele, a apendicite aguda é caracterizada pela inflamação do apêndice, uma pequena estrutura localizada entre o intestino delgado e grosso. “Quando existe uma inflamação do apêndice, que é o que aconteceu com a cantora, se não é tratada a tempo, essa inflamação vai trazendo uma inflamação significativa do tecido a ponto de ele romper”, disse. Quando isso ocorre, há liberação de conteúdo contaminado na cavidade abdominal, que resulta em sepse.


Uma mulher de cabelos loiros e longos está em pé no centro de um palco iluminado, usando uma blusa preta e calças pretas.
Bonnie Tyler, de 75 anos, morreu após uma grave infecção causada pelo rompimento do apêndice Reprodução/Record News

Matone alerta que um diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações graves, como a perfuração intestinal. No entanto, nem sempre os sintomas são claros ou comuns. “O tempo de apresentação e o tempo de tratamento são determinantes, mas não é só isso. Também tem relação com o paciente. Existe uma individualização”, explicou.

O gastroenterologista também destaca que qualquer pessoa pode desenvolver uma apendicite, independentemente da dieta ou estilo de vida. “Existem picos de incidência na infância, existem picos em idade mais adulta, mas qualquer um está sujeito, e normalmente não é alguma coisa que o paciente comeu ou fez. Na grande maioria das vezes, é uma fatalidade”, contou.


Segundo ele, manter hábitos alimentares ricos em fibras é uma medida geral preventiva contra problemas digestivos. O tratamento padrão para a maioria dos casos de apendicite é cirúrgico. Após remoção bem-sucedida, os pacientes geralmente retornam rapidamente às suas atividades sem restrições.

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