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Casos de varíola do macaco detectados no Reino Unido intrigam OMS

A doença viral não tem tratamento e desaparece por conta própria; sete casos foram detectados no país 

Saúde|Do R7

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Vírus da varíola
Vírus da varíola

A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta terça-feira (17) que quer esclarecer, com a ajuda do Reino Unido, os casos de varíola do macaco detectados desde o início de maio, especialmente na comunidade homossexual.

Desde 6 de maio, foi detectado sete casos da varíola do macaco no país, entre eles quatro pessoas que se identificaram como "homossexuais, bissexuais ou homens que têm relações sexuais com outros homens", segundo a agência britânica de segurança sanitária (UKHSA). 

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Com exceção do primeiro caso – o infectado tinha viajado recentemente para a Nigéria, na África Ocidental, onde esta doença viral é endêmica – os doentes foram infectados no Reino Unido, criando receios de transmissão comunitária.

"Estamos vendo transmissões entre homens que têm relações sexuais com homens", ao qual é "uma nova informação que devemos estudar adequadamente para compreender melhor a dinâmica" do contágio, disse Ibrahima Socé Fall, diretor-geral adjunto da OMS para intervenções de emergência.

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Outra responsável pela organização, Maria Van Kerkhove, especificou que trabalha "muito estreitamente" com o Centro Europeu de Controle de Doenças e com a agência de segurança sanitária britânica para "avaliar (...) a fonte da sua infecção" e realizar um "exercício de acompanhamento".

Por sua vez, o UKHSA está tentando encontrar uma ligação entre os quatro casos identificados mais recentemente, que parecem ter sido infectados em Londres.

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Esta doença, causada por um vírus da varíola transmitido de animais para humanos, é transmitida pelo contato com uma pessoa infectada ou seus fluidos corporais, incluindo saliva. No entanto, de acordo com a UKHSA, o vírus não se espalha "facilmente" entre as pessoas, portanto o risco para a população é "baixo".

Geralmente aparece na África, não há tratamento e cura por conta própria.

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Seus sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, linfonodos inchados, calafrios e fadiga.

Erupções cutâneas, geralmente no rosto, podem aparecer e se espalhar para outras partes do corpo, incluindo os genitais, antes de passar por vários estágios, formar crostas e cair.

A UKHSA exortou os homens que fazem sexo com homens a estarem "à procura de erupções cutâneas ou lesões incomuns".

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