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Vírus causa morte de dois mil idosos em asilos da região de Nova York

Especialistas estimam que haja contaminados em todas as casas de repouso locais. Saúde frágil e contato com infectados estão entre causas da expansão

Coronavírus |Eduardo Marini, do R7

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Pandemia atinge 70% dos asilos de Nova Jersey e mais da metade em Nova York
Pandemia atinge 70% dos asilos de Nova Jersey e mais da metade em Nova York

Os Estados Unidos são o país com o maior número de vítimas do coronavírus. Nova York é o epicentro americano da pandemia e o estado vizinho de Nova Jersey, do outro lado do rio Hudson, está entre os mais afetados pelo problema. Os idosos compõem a faixa etária mais vulnerável à doença. O resultado dessa equação produz um efeito devastador: mortes em grande quantidade nos asilos nova-iorquinos e da vizinhança.

Cerca de dois mil moradores de casas de repouso para idosos morreram no surto de covid-19 nessas duas regiões até o final de semana do domingo (12). Milhares de outros residentes desses locais estão doentes.

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Em um deles, o Centro de Enfermagem e Reabilitação de Crown Heights, no Brooklyn, em Nova York, foi preciso transformar um dos quartos em necrotério improvisado, depois que mais de 15 moradores morreram vítimas do coronavírus e as casas funerárias do entorno não deram conta de lidar com todos os corpos em tempo adequado.

A situação não é menos dramática na vizinha Nova Jersey. Em um de seus asilos, o Centro de Enfermagem e Reabilitação Elizabeth, 19 mortes tiveram ligação confirmada com a pandemia. Dos 54 residentes vivos, nada menos do que 44 estão doentes.

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Na Casa de Veteranos de Nova Jersey, 40 médicos de combate da guarda nacional foram enviados, a pedido do governador, depois que 13 pessoas morreram por causa do surto. O problema ocorre em praticamente todo o país, e cresce de forma também preocupante em Rhode Island, Pensilvânia e Carolina do Norte.

Mais da metade dos 613 lares de idosos licenciados em Nova York relataram infecções por coronavírus, com 4.630 casos positivos e 1.439 mortes, até sábado (11). Em Nova Jersey, a pandemia afetou no mínimo 70% das casas de repouso e centros de assistência aos idosos do estado. As autoridades locais contabilizaram 252 mortes relacionadas ao vírus em asilos, mais de 90 delas entre quinta-feira (9) e sábado (11).

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Como em todos os lugares do mundo, o coronavírus se dissemina rapidamente e torna-se especialmente cruel com os idosos de Nova York e Nova Jersey pela combinação de alguns fatores. Os principais: fragilidade da população, falta de profissionais para cuidado com preparo e em número suficiente, escassez de equipamentos de proteção e contato físico constante entre residentes e trabalhadores contaminados, mas sem os sintomas da doença.

A verdadeira taxa de infecção em asilos e casas de repouso e assistência a idosos, explica o jornal americano The New York Times, é certamente mais alta do que os dados indicam porque poucos asilos têm como testar residentes. A suposição entre os especialistas é a de que todos os lares de idosos da região tenham pessoas com o covid-19, acrescenta o diário.

Até a noite de sábado (11) foram registradas 8.627 mortes em Nova York atribuídas à pandemia e mais de dez mil na região que inclui a cidade, Nova Jersey e Connecticut. No mesmo dia, até 21h30 (horário de Brasília), os Estados Unidos haviam confirmado 530 mil casos e 20,6 mil mortes.

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