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Custo de tratamento de anemia chega a variar até 1.329%

O tratamento da doença é feito com a reposição de ferro

Saúde|Do R7

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Estimativas indicam que a doença é de alta incidência no País
Estimativas indicam que a doença é de alta incidência no País

O preço mensal do tratamento de anemia pode variar 1.329%, de acordo com estudo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O trabalho comparou valores de 26 medicamentos vendidos no País, com três princípios ativos. Todos os produtos analisados são equivalentes em termos de eficácia e indicação, afirma a gerente de Avaliação Econômica de Novas Tecnologias da agência, Gabrielle Troncoso. A opção por um ou outro remédio é sentida apenas no bolso do paciente.

Para fazer a análise, a equipe reuniu uma série de estudos científicos publicados sobre as três substâncias. O tratamento da anemia é feito com a reposição de ferro. No trabalho da Anvisa, foram analisados medicamentos que levam sulfato ferroso, ferripolimaltose e ferro aminoácido quelato. Para fazer a comparação, a agência usou a tabela da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que traz os preços máximos permitidos.

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“Em algumas farmácias, os valores podem ser inferiores, por causa do sistema de descontos”, diz Gabrielle. Entre os produtos com sulfato ferroso, a diferença de preços na tabela da CMED chegou a 313% para todo o tratamento. Entre dois remédios feitos com ferro aminoácido quelato, a diferença é de 56%, para toda a terapia. Com o preço da caixa do remédio mais caro do mercado (de ferro aminoácido quelato) é possível comprar 6,4 caixas do remédio mais barato (sulfato ferroso).

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Essa é a 9.ª edição de um boletim da Anvisa que faz comparação de preços. “A ideia é trazer mais informações para que o paciente possa discutir com seu médico a escolha do tratamento”, diz Gabrielle. O trabalho pode ajudar administradores a nortear compras para estabelecimentos de saúde.

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Gabrielle atribui a alta variação principalmente ao momento do registro do remédio. Ela lembra que até 2001 não havia avaliação de preços quando o produto entrava no mercado. Naquele ano, surgiu a Câmara de Medicamentos, que trouxe algumas regras. As normas foram novamente mudadas em 2004.

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Estudo

Estimativas indicam que a doença é de alta incidência no País, atingindo sobretudo mulheres na idade fértil e crianças.A doença é provocada por falhas na dieta ou outras doenças. Os sintomas são fadiga generalizada, falta de apetite e palidez.

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