Entenda como funciona a IA que monitora convulsões silenciosas em bebês prematuros
Ferramenta faz uma análise da atividade cerebral das crianças e auxilia equipe médica na detecção de emergências
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Bebês prematuros podem ter convulsões silenciosas, muitas vezes sem sinais visíveis. Profissionais que atuam em partos desse tipo receberam um importante suporte nos últimos meses: a inteligência artificial.
Essa tecnologia tem sido fundamental para detectar convulsões, a partir da análise de grandes volumes de dados e identificação de alterações neurológicas.

Em entrevista ao News das 19h desta segunda-feira (27), o médico neonatologista Alexandre Netto explica que a ferramenta faz um monitoramento da atividade cerebral das crianças, que serve de apoio para a equipe de suporte dos hospitais.
Segundo o médico, sem a tecnologia não é possível ver a atividade cerebral diferente dos recém-nascidos e se torna mais difícil identificar crises convulsivas em bebês muito pequenos.
Netto ressalta a importância da redução no tempo de internação para a economia do serviço de saúde e custo-benefício, além do efeito positivo para a qualidade de vida.
“Eu consigo ter uma ferramenta muito melhor, assertiva, e evitar 84% das vezes um diagnóstico errado e talvez um tratamento com medicamento anticonvulsivante, que é lesivo ao próprio cérebro. Então, é um paradoxo. Eu consigo ser muito mais assertivo, e é outra coisa que contribui para a diminuição do tempo de internação e contribui para a economicidade, seja em tempo de internação, seja em menos uso de medicamentos, seja em menos vindas futuras ao pronto-socorro e uso de medicamentos desnecessários”, aponta o neonatologista.
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